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| Cena de Lily Festival, de Sachi Hamano |
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A diversidade sexual invade as telas de São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro pelo 11º ano consecutivo no Festival de Cinema Mix Brasil. O evento reúne 144 produções em cinema e vídeo vindas de 24 países. Todos têm como tema a diversidade sexual e grande parte deles é formada por documentários. Esta edição bate dois recordes: no número de longa-metragens selecionados (43) e na quantidade de sessões com vídeos e filmes de curtas e média-metragens (16).
Nesta edição, o festival chega a novos locais de exibição em São Paulo, desde importantes centros culturais, como Centro Cultural Banco do Brasil, MIS (Museu de Imagem e Som), Espaço Unibanco de Cinema, Centro Cultural São Paulo e A Hebraica, entre outros, até a periferia, nos Centros Educacionais Unificados - CEUs.
Na capital paulista, além das produções em cinema e vídeo, fazem parte do festival quatro noites de apresentações musicais que reunem vários artistas, debate sobre Cinema e Homoerotismo, exibições da Mostra Competitiva nos CEUs, seguidas de debate e o Show do Gongo, com apresentação de Marisa Orth.
Entre os destaques, estão o filme Party Monster, dos diretores Fenton Bailey e Randy Barbatto, com o astro americano Macaulay Culkin. O polêmico documentário O Presente, da diretora americana Louise Hogarth, sobre o crescente fenômeno do Bug Chasing - prática deliberada de contrair o vírus da Aids - e Gift Giving - que é a prática deliberada de transmitir o vírus aos outros.
Outro documentário que a organização do evento destaca é Fale Que Nem Homem: Gays na Zona Rural, de Jochen Hick, que conta a história de quatro amigos, os únicos gays assumidos de uma pequena cidade rural no oeste da Alemanha. Este documentário foi vencedor do prêmio Teddy Bear de melhor documentário no Festival de Berlim 2003.
Entre os longas de ficção, destacam-se Tão De Repente, longa-metragem de estréia do cineasta argentino Diego Lerman, que ganhou prêmios em festivais de Buenos Aires, Havana, Locarno, Biarritz, entre outros. O filme narra o encontro de duas lésbicas moderninhas com uma vendedora gorducha e solitária num mundo fotografado em preto & branco. Lily Festival, de Sachi Hamano, aborda um tema raramente explorado, a sexualidade na terceira idade. O filme explora as conseqüências da chegada de um homem num condomínio habitado por senhoras com idades entre 69 e 91 anos.
Entre as sessões de curtas, estão Mix Jovem, Sexy Boys, Animadíssimo, Mulheres Apaixonadas (ex-Mapa das Minas), Trash-o-rama e os dois programas da mostra competitiva, com onze filmes brasileiros que concorrem a prêmios de incentivo à produção. Há também novos programas de curtas, como Gaydar, com histórias protagonizadas por gays, e Locomotivas, que traz vídeos brasileiros em que os personagens centrais são drag queens, transexuais e travestis.
Os diretores Jochen Hick (Fale que Nem Homen: Gays na Zona Rural, Ninguém Dorme em San Francisco), Louise Hogarth (The Gift), Pierre-Alain Meier (Thelma e Dores de Amor), Jürgen Brüning (Saudade), Lisa Gornick (Bem-Te-Quero-Mal-Te-Quero), Graham Hollings (Treze Anos de Prazer e Dor, Deus é Dez), Sachi Hamano (Lily Festival), Carole Bonstein (A Suíça Rebelde) e o produtor Charles Lambert (Os Lobos de Kromer) são os convidados do evento.
Este ano, os vencedores do troféu Coelho de Prata, elaborado por Duílio Ferronato, dentro da mostra competitiva, serão escolhidos por um júri composto por onze pessoas.
Serviço
São Paulo: 13 a 23 de novembro
Brasília: 26 de novembro a 7 de dezembro
Rio de Janeiro: 9 a 14 de dezembro
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