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A lista mais esperada pelos cineastas brasileiros, com os filmes que concorrerão à premiação do 36º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, foi divulgada pelos organizadores do evento.
Os seis longas-metragens selecionados são Filme de Amor de Julio Bressane (RJ), Garotas do ABC, de Carlos Reichenbach (SP), Glauber o Filme, Labirinto do Brasil, de Silvio Tendler (RJ), Harmada, de Maurice Capovilla (RJ), Lost Zweig, de Sylvio Back (RJ) e Signo do Caos, de Rogério Sganzerla (SP). Também estão na mostra doze curtas-metragens (veja lista abaixo) e 23 filmes em 16mm. O filme de abertura, que não participa da mostra, será Subterrâneos, de José Eduardo Belmonte.
Além de ser considerado o Festival de Cinema mais crítico do país, com o público mais exigente, a capital tem a maior premiação brasileira. São, ao todo, R$ 400 mil entre a premiação oficial e os prêmios especiais. O orçamento do Festival é de R$ 1,6 milhão.
Para se ter uma idéia, "o Festival do Rio de Janeiro é feito com R$ 6 milhões, mas só tem R$ 50 mil em premiações", diz o coordenador do Festival de Brasília, Fernando Adolfo.
Brasília participa com nove obras. Os curtas Momento Trágico, de Cibele Amaral e Teodoro Freire ¿ O Guardião do Rito, de Nôga Ribeiro e William Allves, e sete filmes em 16mm: As Incríveis Bolinhas do Dr. Sorriso Sarcástico, de Gustavo Galvão, Faça o Bem Sem Olhar a Quem!, de Renato Cunha, Fobia, de Thiago Moysés, O Rival, de Sergio Raposo, Sexo Virtual Tátil, de Marcius Barbieri, Suicídio Cidadão, de Iberê Carvalho e Um Último Dia, de Nara Riella.
Os filmes de Brasília, além da competição normal, têm um prêmio especial só para eles, da Câmara Legislativa, com R$ 10 mil para o melhor curta e R$ 5 mil para o melhor 16mm.
O resultado da seleção mostra quanto a produção cinematográfica brasileira ainda está presa ao eixo Rio-São Paulo e quanto os curtas, por serem filmes de baixo orçamento, são importantes para o desenvolvimento do cinema. "Os curtas e os 16mm continuam sendo o caminho para o longa", diz o coordenador do Festival.
Dos seis longas, três são inéditos em Brasília - Garotas do ABC, Harmanda e Lost Zweig. Este continua sendo um dos maiores critérios para a seleção do Festival, que prefere aproveitar o espaço de exibição para filmes que ainda não tenham sido consagrados em outros festivais.
"O perfil do Festival é ter filmes que se não passarem aqui, não têm onde passar. Aqui eles são vistos e debatidos", diz a cineasta Betse de Paula, integrante da comissão de seleção.
Foram 170 filmes inscritos, sendo 24 longas-metragens e apenas três dias para assistir a todos. Betse conta que não gostou de sua experiência passada como júri do Festival, mas adorou participar da seleção. "Eu detestei ser júri, mas ser da seleção é maravilhoso. Você tem uma visão de toda uma produção e não escolhe um, mas seleciona seis", afirma.
Este ano, será montado no Hotel Nacional, uma feira internacional para a divulgação e compra de filmes brasileiros. Para isso, 20 compradores estrangeiros foram convidados e estão confirmados. As passagens serão pagas pelo Grupo Novo de Cinema e o Festival bancará hospedagens e alimentação.
A feira foi motivo de crítica, há um mês, por parte de alguns cineastas, pelo alto custo que poderia gerar. "Com a parceria, o custo será praticamente zero para o Festival", diz Fernando Adolfo. No local, será montado um mercado, com estandes, salas de projeção e exibição de fotos.
O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro será realizado de 18 a 25 de novembro. As sessões serão às 20h30 e 23h, no Cine Brasília, com reprises, no dia seguinte, na rede Cinemark e no Centro Cultural Banco do Brasil.
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