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O ator Javier Bardem reconheceu nesta quarta-feira em Nova York a importância do papel desempenhado pelo também espanhol Antonio Banderas desde os anos 90 para abrir as portas de Hollywood e o cinema americano aos atores da Espanha.
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"Pessoas como eu temos que agradecer a Antonio Banderas pelo que fez ao vir para os Estados Unidos. Não é nada fácil fazer as malas e vir a um país estrangeiro e fazer uma carreira quando você nem sequer fala a língua", disse o espanhol ao jornal The New York Times.
Bardem está atualmente em cartaz nos cinemas norte-americanos com dois filmes , Onde os fracos não têm vez e O amor nos tempos do cólera. Ele lembrou as dificuldades de certos atores espanhóis ao ter de interpretar papéis em inglês com diretores como Woody Allen e Milos Forman, que rodaram na Espanha seus últimos filmes.
Segundo o ator, "quem critica Banderas, por exemplo, suou gotas de sangue ao ter que dizer uma fala em inglês". Mas não falou diretamente de nenhum ator ou atriz.
O ator, que reconheceu ter aprendido inglês "graças às canções da banda de 'heavy metal' AC/DC", falou de vários projetos futuros. Ele não escondeu sua fraqueza pelo ator Al Pacino e pelo diretor Martin Scorsese, com quem gostaria de trabalhar.
Javier Bardem recebeu na terça-feira em Nova York o prêmio Gotham, entregue anualmente pelo Independent Feature Project, a organização de cineastas independentes mais importante dos EUA.
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