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O cineasta mexicano Arturo Ripstein foi o encarregado de anunciar neste sábado a Declaração do México, na qual todos os setores da cinematografia mostram sua preocupação com os problemas de distribuição, exibição e financiamento sofridos pelo cinema ibero-americano.
Esta declaração, que surge das reuniões e mesas-redondas realizadas no México durante o 1º Congresso da Cultura Ibero-Americana, dedicado ao cinema e ao audiovisual, será levada à 18ª Cúpula de Chefes de Estado e do Governo da região ibero-americana.
O evento será realizado de 29 a 31 de outubro em San Salvador.
A Declaração do México tem 12 pontos, mas não chega a ser tão concreta quanto alguns dos cineastas que passaram estes dias pelo Centro Nacional das Artes do México pediam.
Foi o caso de Antonio Banderas, que pediu uma "lei de mecenato para financiar o cinema" ou dos produtores, que pediam uma política cinematográfica fiscal comum para região ibero-americana.
A declaração ressalta a "necessidade de aumentar a participação financeira dos Estados, a fim de ampliar sua eficácia nos âmbitos da distribuição e da exibição", dois dos maiores problemas os quais o cinema da região enfrenta.
O documento recolhe em dois de seus pontos a necessidade de apoiar a "distribuição independente para garantir as diferentes formas de circulação das obras cinematográficas" e o "acesso dos cidadãos às mesmas".
Além disso, promover a "existência de salas de exibição que incluam em sua programação regular obras ibero-americanas", assim como estabelecer "mecanismos que estimulem sua continuidade em tela".
Entre seus pontos, indica-se a necessidade de promover a formação de públicos, fomentar a educação e a capacitação dos profissionais do setor, garantir a restauração do patrimônio fílmico e audiovisual, e os direitos morais e patrimoniais.
Além disso, proteger e estimular a criação independente e potenciar a incorporação das novas tecnologias.
O Brasil organizará o 2º Congresso de Cultura Ibero-Americana e que, segundo Silvio Da-Rin, secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura, será dedicado à "Cultura e à Transformação Social".
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