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"Câmera, close". O bordão do personagem Zé Bonitinho, encarnado há 52 anos por José Loredo, batiza a mostra de cinema em homenagem ao ator, que começa terça-feira no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio, com exibição do documentário de mesmo nome.
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Jorge, 83 anos, aparece em filmes recentes, como o curta Quando o Tempo Cair (2006), de Selton Melo; o longa Chega de Saudade (2008), de Laís Bodansky, e Câmera, Close (2005), de Susanna Lira, curadora da mostra.
"É louvável as pessoas mais novas procurarem os antigos", diz Loredo. "O cinema brasileiro hoje, como dizem os mais novos, está arrebentando a boca do balão."
Mas ele começou a carreira no cinema há muitos anos, tendo trabalhado com diretores como Rogério Sganzerla (Abismu, 1978, e Sem Essa Aranha, 1971) e Arnaldo Jabor (Tudo Bem, 1978). Todos os títulos passam na mostra. "Revi filmes antigos e fiquei surpreso. Você olha e diz: 'Deveria ter feito de outro jeito'. A sensação é de querer corrigir. Mas foi bom, porque me vi mais jovem", diverte-se o ator.
Na quarta-feira, 19h30, logo após a sessão tripla de Sem essa Aranha, Quando o Tempo Cair e o making of do curta, haverá debate com Jorge Loredo, o ator e diretor Selton Melo e a curadora Susanna Lira. "Para mim, essa mostra foi uma emoção, estou me sentindo muito lisonjeado", conta Loredo.
Sobre o sucesso de Zé Bonitinho com as novas gerações, ele busca a explicação nos bastidores de um prêmio na MTV. "Estava no camarim esperando minha hora, quando ele foi invadido por jovens entusiasmados. Perguntei por que tanta euforia e me disseram que sou uma figura de desenho animado. Isso fica no imaginário das pessoas", analisa.
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