| Cláudio Andrade/Especial para Terra |
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| Rosinha Matheus, governadora do Rio de Janeiro, acompanhou Pelé na pré-estréia de Pelé Eterno |
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Para os amantes do futebol que não tiverem a oportunidade de assistir aos grandes lances e mais de 1.200 gols marcados por Pelé durante sua carreira, a solução chegou.
O filme Pelé Eterno, que estreará para o público no próximo final de semana em 150 salas do país, teve sua pré-estréia no Rio de Janeiro na segunda-feira com a presença do próprio Rei do futebol, que definiu a obra como "definitiva".
"É uma coisa maravilhosa, acho que nunca houve nada tão completo sobre a minha vida como esse filme", disse Pelé aos repórteres após a exibição do documentário de duas horas no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
"Isso que vimos mostra um trabalho que grande parte do povo brasileiro não teve a oportunidade de ver, porque naquela época não era como hoje, quando qualquer jogo passa na televisão."
"Mas ainda temos material para fazer um DVD de quatro ou cinco horas só com o material que sobrou após a pesquisa do grupo Aníbal Massaine", acrescentou o ex-jogador, referindo-se ao trabalho de pesquisa do diretor do filme, que durou mais de cinco anos.
Entre as relíquias do documentário, está o gol de placa contra o Fluminense, em 1961, que foi reconstituído em uma cena gravada recentemente com o próprio Pelé. E o gol mais bonito do jogador, nunca filmado, na Rua Javari contra o Juventus, em 1959, também está agora "registrado", embora com computação gráfica.
Vídeos do mundo inteiro, de países tão distintos como Afeganistão, Austrália e Índia, caíram nas mãos do diretor Aníbal Massaine, que levou cinco anos em pesquisas, procurando raridades e depoimentos de amigos, parentes e especialistas.
Antes da exibição do filme, Pelé recebeu uma homenagem da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho. A governante presenteou Pelé com uma escultura de um atleta, e o protagonista do filme se emocionou durante a cerimônia.
Rosinha assistiu parte do filme ao lado de Pelé, porém sai durante a exibição quando recebeu a notícia da morte do ex-governador fluminense Leonel Brizola.
"Sempre quando vou ser homenageado acho que aprendi a receber elogios, mas nunca dá certo e sempre acabo chorando", afirmou Pelé. "Estou muito feliz por esta pré-estréia no Rio de Janeiro, onde tive a alegria de jogar diversas vezes com o Santos e a seleção brasileira no Maracanã lotado, algo que infelizmente não acontece mais."
Pelé ainda acrescentou que apesar de todas as conquistas que obteve no esporte ainda precisa fazer muito pelo Brasil. "Tenho muito o que fazer como cidadão brasileiro. Ainda preciso trabalhar e lutar muito por esse país."
Depois do lançamento no cinema, a estimativa é vender o recorde de 500 mil cópias em DVD e VHS. Em 2006, quando chegar a hora da TV, ganhará mais minutos de duração e se transformará em minissérie.
O ano escolhido é proposital: além da Copa do Mundo, haverá as comemorações dos 50 anos do início da carreira de Pelé, que começou aos 15 anos, em 1956, no Santos.
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