Cartaz do filme 'Star Trek', o 11º da cinessérie
Foto: Paramount Pictures/Divulgação
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Nunca me entusiasmei muito pelas aventuras estranhas e incompreensíveis do capitão terráqueo Kirk e de seu amigo vulcano Spock. Só assistia um ou outro episódio nos meses "molhados" do ano, que me obrigavam a ficar em casa - fazer o quê? Os meus seriados preferidos eram Perdidos no Espaço, Viagem ao Fundo do Mar, Terra de Gigantes e Túnel do Tempo.
Meda!
Assim, quando a série migrou para o cinema, só assistia aos longas por falta de opção de um filme melhor para assistir ou quando passavam na programação de um sábado chuvoso, na telinha da TV. E nunca entendi a fascinação que esse universo causava nas hordas de pálidos nerds, especializados nas cores dos uniformes da tripulação esquisita da Enterprise e que se cumprimentavam com uma das mãos espalmada e com os dedos separados de maneira a formarem um V. Enfim, nunca me encaixei na categoria de fã trekker, "nerdófilo" de carteirinha.
Ao ser anunciado mais um filme (o 11º!) dessa extensa e arrastada cinessérie, confesso que não me animei nadinha. Mas, ao saber que quem iria dirigir essa nova empreitada galáctica seria o excepcional J.J. Abrams - de Lost (AXN) e da cinessérie Missão Impossível III (2006) - já me animei um tiquinho.
Com a definição do elenco e sabendo que, acompanhando a tendência das cinesséries retomadas, a história começaria do zero - explicando elementos obscuros dos heróis -, fiquei realmente interessada.
Será?
Veio então a primeira prova de fogo do novo Star Trek, quando fui convidada a assistir cinco cenas, apresentadas pelo próprio Abrams, como uma degustação do novo longa. Saí do cinema babando de vontade e querendo mais! Elenco afiado e cheio de gatos - um quesito muito apreciado pela platéia feminina; até o vilão é lindo! (Eric Bana, que faz o romulano Nero) -, diálogos bem-humorados, efeitos impecáveis - e incríveis - e ação, muita ação. Nada daquela chatice parada dos primórdios da série.
Quando chegou o momento de conferir a obra completa de Abrams, ah, aí ele nadou de braçada. De peito, costas e borboleta. Que filmaço! Divertido, com uma história que não se perde, que não tem buracos negros, de produção impecável. Mesmo amarrando completamente essa primeira história - sabe-se que, se for um sucesso de bilheteria, haverá pelo menos mais dois longas - o filme deixa um gancho para uma seqüência.
E, apesar de ser extremamente masculino - seus protagonistas são homens e é um filme de ação -, as personagens femininas têm papéis relevantes, coisa que não acontecia no seriado original (se rolava, era tão sutil que eu não percebia). Outro ponto positivo com a platéia que represento.
Assista!
O pouco que vi da série da década de 60, achei os novos atores bem parecidos aos personagens originais. Os melhores são Chris Pine, que interpreta o capitão Kirk, Zachary Quinto como Spock e Karl Urban - o Eomer de Senhor dos Anéis (As Duas Torres, de 2002, e O Retorno do Rei, de 2003) - que, dos três, é o mais fiel à alma e trejeitos de seu personagem, o mau humorado doutor McCoy. Até o olhar é o mesmo. Incrível!
Como fã das comédias românticas, eu indico esse novo Star Trek. E o melhor é que, se você chamar o namorado ou o melhor amigo para assistir, ele nem vai torcer o nariz!
- Redação Terra


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