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 Festival de Curtas encerra sua 15ª edição
05 de setembro de 2004 14h29 atualizado às 14h29

Meus Pais , de Neele Leana Vollmar, está na lista dos mais votados. Foto: Divulgação

Meus Pais, de Neele Leana Vollmar, está na lista dos mais votados
Foto: Divulgação

Em cerimônia realizada na noite deste sábado e conduzida pela apresentadora Marina Person foram anunciados os resultados da 15ªedição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo.

Apesar de não ser competitivo, o Festival levanta as preferências do público através de uma pesquisa que acontece em todas as sessões. O resultado, com os dez títulos internacionais e os dez brasileiros favoritos do publico, serve de base para que parceiros do festival escolham os títulos para suas premiações.

Os dez filmes internacionais mais votados pelo público, em ordem alfabética:
Torção, A, de Stefan Aesenjevic (Eslovênia)
A História de Todos, de Blanca Aguerre (México)
Harvie Krumpet, de Adam Elliot (Austrália)
Hino à Gazela, de Stéphanie Duvivier (França)
Manian, de Frederic Jofre (França)
Meus Pais, de Neele Leana Vollmar (Alemanha)
Minha Maior Preocupação, de Carine Tardieu (França)
Cometa, O, de Johan Löfstedt (Suécia)
Pequeno Terrorista, de Ashvin Kumar (Índia)
Uma Viagem, de Gabriela Monroy (México)

Curtas brasileiros eleitos pela audiência, também em ordem alfabética:
Espera, A, de Ernesto Solis (RJ)
Figueira do Inferno, A, de Raoni Vale & Ernesto Teodósio (PE)
Clandestinidade, de Rodrigo Gueron (RJ)
Curta-Metragem Metalinguístico de Baixo Orçamento ou Aceita Mais Café?, de Byron O'Neil (MG)
Narciso Rap, de Jeferson De (SP)
O Curupira, de Humberto Avelar (RJ)
Território Vermelho, de Kiko Goifman (SP)
Uninverso, de Marcos DeBritto (SP)
Velha História, de Cláudia Jouvin (RJ)
Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (PE)

O Prêmio Revelação - voltado para a renovação de talentos provenientes de escolas e cursos de cinema no país - é resultado da parceria entre uma série de empresas atuantes no setor audiovisual e se constitui em reconhecimento a um jovem autor e, ao mesmo tempo, uma contribuição significativa na viabilização de seu próximo projeto. Nele, a resposta à pergunta "Por que você fez esse curta?", enviada a todos os realizadores concorrentes, é levada em conta na avaliação e o vencedor recebe latas de negativo Kodak; diárias de câmera Aaton; horas de edição de som na Effects; mixagem na JLS; equipamentos de luz e maquinaria da Quanta; revelação de negativo, copião e cópia da MegaColor; uso de telecinagem dos EstudiosMega; e licença para uso de sistema sonoro Dolby. O júri, indicado pelas empresas parceiras que oferecem o prêmio, foi formado pelos críticos Neusa Barbosa, Luiz Joaquim e Reinaldo Cardenuto Filho. O vencedor Saia Santa, de Mauro D'Addio (SP), com menção honrosa para Ventilador, de Leonardo Lacca (PE).

O evento promoveu este ano a exibição de 437 filmes, representando 49 países dos cinco continentes. O Foco foi dedicado às Megacidades, formando um painel que retratou peculiaridades da rotina de megalópoles - cidades com sua área metropolitana reunindo mais de 15 milhões de habitantes, como Nova York, Cingapura, Tóquio, Cidade do México, Bombaim, Seul, Jacarta e Los Angeles, além da própria São Paulo.

Ampliando seu perfil, o festival inaugurou a seção Curta o Formato Brasil e, pela primeira vez, exibiu trabalhos finalizados em suporte eletrônico e digital, tendo batido o recorde de inscrições nacionais: foram mais de quatrocentos títulos inscritos.

Foram 13 salas de exibição em São Paulo, além de itinerâncias no rio de Janeiro, em Porto Alegre e no Recife. O público total estimado do evento é de mais de vinte e cinco mil pessoas. Na cerimônia, o presidente nacional da ABD - entidade que reúne os realizadores de curtas-metragens e documentários - leu nota de apoio à criação da Ancinav, tirada ao longo do encontro nacional da entidade.

Na ocasião, o Festival Internacional de Curtas-Metragens de São Paulo anunciou as datas de sua 16ª edição: de 18 a 27 de agosto de 2005.

Este ano, apontando o reconhecimento internacional do Festival de Curtas de São Paulo, o evento integrou o prestigioso circuito do Jameson Short Film Awards. Patrocinada pela marca internacional de uísque, essa iniciativa acontece em dezoito paises durante o ano e premia o melhor curta nacional em cada festival no qual o circuito Jameson participa. Os contemplados recebem seis mil euros cada e em São Paulo um júri composto por curadores internacionais - Calmin Borel (do Festival de Clermont-Ferrand, França), Stavros Chassapis (Festival de Drama, Grécia) e Torunn Nyen (Festival de Grimstad, Noruega) elegeu como vencedor ¿A Idade do Homem¿, de Afonso Nunes (MG).

Os filmes das seções Curta o Formato Brasil e Panorama Brasil foram analisados por um júri formado por profissionais da TV Cultura, que escolheu um título para receber o prêmio TV Cultura de Curta-Metragem, no valor de cinco mil reais. O vencedor foi Território Vermelho, de Kiko Goifman (SP).

O Prêmio de Aquisição Canal Brasil de Incentivo ao Curta-Metragem contemplou dois filmes brasileiros (escolhidos pelo Canal Brasil entre os mais votados pelo público nas mostras Curta o Formato Brasil e Panorama Brasil) com cinco mil reais cada um. Os vencedores foram Narciso Rap, de Jeferson De (SP), e Uninverso, de Marcos DeBritto (SP). O Prêmio Aquisição Curta STV, destinado a um filme exibido nas seções Curta o Formato Brasil e Panorama Brasil e escolhido por um júri nomeado pela Rede SescSenac de Televisão. O contemplado, que recebeu cinco mil reais, foi Concerto Número Três, de Marco Dutra (SP).

Espaço pioneiro para o curta-metragem brasileiro na internet, o Porta Curtas Petrobras premiou R$ 5 mil três curtas de até quinze minutos de duração, escolhidos pelos internautas no site www.portacurtas.com.br: Mina de Fé, de Luciana Bezerra (RJ), Velha História, de Cláudia Jouvin (RJ), e O Fantasma da Ópera, Alê McHaddo (SP).

Selecionados entre os favoritos da audiência, quatro filmes brasileiros receberam o Prêmio Espaço Unibanco de Cinema, para compor um programa a ser exibido na temporada 2005 do projeto Curta Petrobras às Seis: Narciso Rap, de Jeferson De SP), O Curupira, e Humberto Avelar (RJ), A Espera, de Ernesto Solis (RJ), e A Figueira do Inferno, de Raoni Vale & Ernesto Teodósio (PE).

A ABD ofereceu este ano dupla premiação: um troféu foi oferecido ao curta de maior destaque na mostra latino-americana (com júri formado pelos abedistas Celso Gonçalves, Eduardo Abad e Maýra Lucas; outro para o curta de maior destaque nas seções Panorama Brasil e Curta o Formato Brasil (com júri composto pelos cineastas e Marcos Fábio Katudjian, Romeu di Sessa e Tereza Cavalcanti. O vencedor latino-americano foi o mexicano Trumpete de Ouro, de Patrício Serna, com menções honrosas outorgadas a A História de Todos, de Blanca Aguerre (México), 303, de Eduardo Mendonza (Peru), e De Como Buckowiski, de Diego Nuñez Irigoyen (Argentina). O Prêmio ABD para curta nacional foi para TheLastNote.com, de Leo Falcão (PE), com duas menções honrosas: O Curupira, de Humberto Avelar (RJ), e Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (PE).

O Troféu Coelho de Prata/Prêmio Mix Brasil, oferecido ao curta de maior destaque na temática da diversidade sexual, foi para Bikini, de Lasse Persson (Suécia).

Iniciativa que une exibição cinematográfica e ambiente de festa, o Cachaça Cinema Clube é evento de sucesso no Rio de Janeiro e este ano selecionou três curtas brasileiros, que serão exibidos em um programa especial no Cine Odeon BR: Felicidade, de Emerson Schmidlin (PR), Imprescindíveis, de Carlos Magno (MG), e Vinil Verde, de Kleber Mendonça Filho (PE).

A programação detalhada do evento, dados sobre os filmes e outras informações podem ser obtidas no website do Festival: www.kinoforum.org

Redação Terra