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Cinema e DVD
Quarta, 3 de junho de 2009, 08h54  Atualizada às 09h12
"Me achei ridículo beijando o ar", diz Selton Mello
 
Ana Carolina Moura
 
Reprodução
Selton Mello beija o ar em cena de 'A Mulher Invisível'
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Após estrelar filmes densos como Árido Movie (2006), O Cheiro do Ralo (2006) e Meu Nome Não é Johnny (2008), Selton Mello volta ao cinema com uma comédia, A Mulher Invisível, dirigida por Cláudio Torres. O ator interpreta Pedro, um cara romântico que, depois de ser abandonado pela mulher, cria a mulher perfeita que só existe em sua cabeça.

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O humor do filme fica por conta, principalmente, das cenas em que Selton Mello contracena consigo mesmo, como se estivesse com Amanda (Luana Piovani), a personagem título. "Me achei ridículo no começo, mas me diverti muito. Esse é o barato da profissão: se divertir e ser ridículo", disse o ator.

Confira a entrevista exclusiva de Selton Mello ao Terra:

As cenas em que você está com a Amanda em A Mulher Invisível são as mais engraçadas do filme. No set, as pessoas também se divertiam?
Aquilo era divertido mesmo de fazer. Em uma das cenas eu trabalhei com dois atores da novíssima geração: Marcelo Adnet e Gregório Duvivier. Eles têm a manha de fazer humor. Eles fazem comigo a cena do saguão do cinema. Como ator, eu estava doido para fazer aquela seqüência porque sabia que tinha um potencial de humor altíssimo. Sobre beijar o ar, eu me achei bem ridículo no começo, mas me diverti muito sendo ridículo. Esse é o barato da profissão: se divertir e ser ridículo. A vida é ridícula.

Você está mais para Pedro, um romântico incurável, ou para Carlos, um solteiro que no fundo não quer ficar sozinho?
Eu estou muito mais para Carlos. O legal foi que o Claudio Torres me colocou fazendo um e o Vlad outro. Falando nisso, foi um prazer trabalhar com o Vladimir Brichta, um ator fabuloso e um cara adorável, super astral, grande sujeito. Foi um grande encontro.

Foi a primeira vez que vocês trabalharam juntos e houve muita afinidade. Como foi essa experiência?
Essa é uma profissão que mexe com muito ego e o que acontecia ali era uma admiração mútua. Tanto o Vlad curtia meu trabalho quanto eu já acompanhava o dele há algum tempo. Então, quando é assim, quando tem respeito, é uma delícia, não tem disputa, tem de jogar junto. E isso teve muito com o Vladimir. Por isso que ficou tão verdadeiro esse trabalho.

Como seria a mulher ideal para você? A Amanda é aparentemente perfeita, mas não aceita quando é deixada.
Uma característica é que ela seja discreta. Isso me agrada muito.

Você tem se dedicado, nos últimos anos, a filmes mais densos e menos populares e fez a sua estréia como diretor em um longa-metragem, Feliz Natal, que é tenso e deprê. O que te levou a aceitar fazer uma comédia assinada por Cláudio Torres?
Me diverti um pouco, sair um pouco dessa depressão de filmes dramáticos. E eu sabia que tínhamos uma boa história na mão e um grande diretor, que conta essa história de uma maneira muito atraente. Foi um filme muito gostoso de ver e também muito gostoso de se ver.


 

Redação Terra
 
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