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| Torcida comemora título retratado em filme do Corinthians |
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De diretoria e visão nova, o Corinthians mergulhou de cabeça nos filmes que abordam a temática futebol, lançando com a Fox Home o filme 23 Anos em 7 Segundos - O Fim do Jejum Corinthiano. Cerca de três meses antes, o documentário Fiel preparou o terreno para o documentário, que estreou nesta sexta-feira (26) e que no dia 23 de julho estará disponível em DVD - em pré-venda por R$ 29,90. Fiel conseguiu, em seu primeiro final de semana em cartaz, levar 15.666 pessoas para assisti-lo, sendo exibido em 23 salas de cinema e ficando fora de grandes shoppings.
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» Uma são-paulina na Fazendinha
O time de Parque São Jorge não é o primeiro a investir seus esforços em obras cinematográficas. Um de seus rivais paulistas, o São Paulo, fez documentários sobre suas últimas conquistas e prepara um novo: Soberano - Seis vezes São Paulo, com direção de Carlos Nader e música do notório músio são-paulino Nando Reis. No Sul do País, o Grêmio lançou a obra Inacreditável - A Batalha dos Aflitos, que fala sobre o último jogo na série B do Campeonato Brasileiro, do ano de 2005, e agora também 1983 - O Ano Azul, sobre as conquistas do time naquele ano (os dois só em DVD).
A Fox Home, parceira no lançamento de 23 Anos em 7 Segundos, ainda pretende investir em filmes sobre os outros grandes clubes brasileiros. Palmeiras e Santos são as próximas equipes a terem parte de sua história levada para a telona.
A grama é mais verde
Apesar de o Brasil ser considerado o País do futebol, a temática é pouco explorada. Os números não conseguem se comparar aos blockbusters nacionais e internacionais.
Quem é especialista na área, acredita que quando os elementos são ficção e futebol não há soma. "Há dois gêneros: ficção e documentário. Sobre ficção, você pode ver que não há nenhum grande êxito mundial. Não existe nenhum grande filme sobre futebol que teve sucesso na bilheteria", disse José Carlos, Diretor Geral da Warner Bros. do Brasil.
A trilogia da Disney Gol - que tem participação de jogadores brasileiros consagrados como Roberto Carlos e Ronaldo Nazário e internacionais como David Beckham -, que fala sobre um garoto mexicano que luta contra as dificuldades para se tornar um jogador de futebol, não conseguiu registrar bons números. A trilogia acumulou pouco mais de US$ 42 milhões em venda da ingressos em todo o mundo - a 56a. bilheteria de filme de esporte "Acho que cinema tem muitas coisas que são sensoriais, outras são tabus. Filmes ficcionais sobre futebol não dão certo, pois é o único esporte onde não necessariamente o melhor ganha. O futebol é muito imprevisível", opinou José Carlos.
Uma saída pode ser a mudança da abordagem nas temáticas. Ou seja, se o esporte passar de protagonista a integrante, tempero, plano de fundo para outra história de superação, um drama ou até uma comédia. É o caso da obra O Casamento de Romeu e Julieta (2005), distribuído pela Buena Vista International, com Luana Piovani e Marco Ricca. O filme que fala da história de amor entre uma palmeirense e um corintiano levou 969 mil pessoas às salas de cinema.
"Acho que uma abordagem diferente pode ser positiva para os filmes. Já recebi alguns roteiros", conta José Carlos. Entre os roteiros que estão em sua mesa está o projeto da cinebiografia do jogador mineiro Heleno de Freitas, ídolo das décadas de 30 e 40 da torcida do Botafogo do Rio.
Teoricamente, o projeto tem tudo para dar certo. Heleno foi um jogador talentoso e boa pinta, que era considerado problemático por seu temperamento forte - um de seus apelidos era Gilda, em referência à personagem geniosa de Rita Hayworth no longa Gilda (1946). Também sofreu com a sífilis. O filme sobre o astro mineiro, que será interpretado por ninguém menos que Rodrigo Santoro, um dos maiores galãs do cinema nacional e co-produtor do filme, será dirigido por José Henrique Fonseca - de O Homem do Ano (2003) -, da Conspiração Filmes. Mesmo com esses ingredientes, José Carlos titubeia.
Fidelidade
Investir dinheiro em clubes de futebol, segundo quem vive o ambiente dos clubes, não é uma operação arriscada. Paulo Rosemberg, chefe do marketing do Corinthians, jura que a aplicação é segura. "Temos vinte lojas de produtos do Corinthians e em nenhum mês as lojas deram prejuízo, nem com esta crise. Estamos tentando construir uma rede de lealdade que é muito fácil de ser feito em clubes. Por exemplo, o Bradesco, parceiro nosso, que não se mete em futebol, entrou nesses projetos de filmes", defendeu.
Ao que parece, diferente das ficções, os documentários são opções mais interessantes para os clubes e produtoras. "O Corinthians tem 21 filmes piratas sendo comercializados e o clube não ganha nada com isso. No meio esportivo, ficamos escandalizados com os valores da venda e do salário do jogador Cristiano Ronaldo, mas o clube explora a imagem de todas as formas. Assim eles pagam o investimento em seis meses", disse Dilson Santos, presidente da Fox e corintiano.
O foco de venda destes produtos, porém, não é cinema, já que um mês depois de seu lançamento na telona o filme ganhará as lojas em sua versão em DVD. Os DVDs, por sua vez, são voltados ao torcedor apaixonado, colecionador que quer ter o produto em sua casa, para, além de rever os feitos de seu amado clube, exposição. Tanto que o filme 23 Anos em 7 Segundos - O Fim do Jejum Corinthiano é vendido em duas versões: a simples e a de colecionador, que vem acompanhada de um livro.
Os envolvidos nessa nova, digamos, modalidade de filme, que anda pipocando por aqui, acreditam que as obras também permitem o lançamento sequenciado de produtos e obras. Um filme não atrapalha na venda de outro e sim potencializa. "E dá prazer. A história do clube é uma coisa que temos que reavivar", diz Rosemberg.
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