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 Joe Dante explora medos recorrentes em horror 3D
11 de setembro de 2009 08h58 atualizado às 11h02

O diretor Joe Dante, que apresentou seu novo longa 'The Hole' no 66º Festival de Veneza. Foto: Gareth Cattermole/Getty Images

O diretor Joe Dante, que apresentou seu novo longa 'The Hole' no 66º Festival de Veneza
Foto: Gareth Cattermole/Getty Images

O tema já foi explorado no gênero de terror e ninguém melhor que Joe Dante para saber disso. Por isso The Hole, o mais novo filme do diretor de Gremlins, apresentado hoje aos jornalistas em Veneza, ataca em outra frente que não a trama baseada nos medos mais íntimos dos personagens ou ainda nos apelos gastos para assustar. Sua originalidade está no uso da técnica 3D e, mesmo assim, com a intenção de criar um ambiente pertinente a história.

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Durante todo o filme, exibido na manhã desta sexta-feira (11) fora da competição do 66º Festival de Veneza, há poucos momentos em que o recurso joga com a sensação do espectador de participar das reviravoltas. Dante prefere que a platéia se sinta incomodada com o cenário antes de sentir desconforto com a ação.

O ponto de partida é um clichê do cinema de terror: uma médica (Teri Polo) e seus dois filhos se mudam para uma casa numa pequena cidade americana. O filho mais novo, ainda criança, descobre com o irmão um buraco sem fundo no porão da casa. À estranha descoberta se junta a bela vizinha. Aos poucos, estranhas visões e personagens começam a assombrá-los.

Apesar do bom clima e o sustos funcionarem, é de se perguntar se, sem a técnica 3D, o filme não teria apenas o efeito de repeteco.

Especial para Terra