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 Diretor de 'Salve Geral' comenta perspectiva para Oscar
21 de setembro de 2009 15h12 atualizado às 16h06

Andrea Beltrão em 'Salve Geral'. Foto: Divulgação

Andrea Beltrão em 'Salve Geral'
Foto: Divulgação

Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (21), o diretor Sérgio Rezende se viu diante de um renovado interesse em seu trabalho. Até poucos dias, seu último filme, Salve Geral, era mais uma produção nacional cujo material de divulgação permitiria uma modesta exibição nas salas de cinema do País. Mas na semana passada, com a indicação do Ministério da Cultura para que ele disputasse uma vaga no Oscar na categoria Melhor Filme Estrangeiro, Salve Geral ganhou fôlego extra para estrear no próximo dia 2 de outubro em circuito nacional, com uma distribuição prevista para circular de 150 a 200 cópias.

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Enquanto isso, Rezende ganhou várias perguntas sobre seu mais recente trabalho. "A indicação (do Ministério da Cultura) foi boa porque a visibilidade do filme, antes disso, era muito pequena." Sobre a perspectiva para ser selecionado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas para concorrer de fato ao Oscar, Rezende fez discurso de jogador de futebol: "Por enquanto, estou jogando em campeonato nacional. Mas não se pergunta a um jogador se ele entra em campo para perder. Vou entrar para ganhar. Agora, claro, o Oscar é uma fantasia, nunca fui ao evento e não sei como é."

Salve Geral tem como pano de fundo as rebeliões simultâneas nos presídios de São Paulo, evento que provocou uma série de ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) à cidade de São Paulo em maio de 2006, embora o filme esteja centrado mesmo nas relações entre uma mãe (Andréa Beltrão) e seu filho (Lee Thalor), que é preso.

Tomando esses dois personagens como centro narrativo, Rezende tenta, segundo ele, "humanizar a questão dos presidiários." O diretor deixa claro: "Não acho que bandido bom é bandido morto. Bandido é bandido e precisa ser punido. Mas o sistema carcerário do Brasil é humilhante. É preciso ter um pouco de compaixão."

O cineasta afirma que não fez entrevista com presidiários e que tampouco temeu alguma reação do PCC a ele. "Até porque todos os personagens foram inventados". Rezende diz que todo o processo de pesquisa foi fundamentado em entrevista com promotores, leitura de livros e do material divulgado pela imprensa na época do ataque do PCC à cidade de São Paulo.

Quanto às polêmicas negociações, na época, entre o governo do Estado e os bandidos, Rezende deixou clara sua opinião: "Acho que essas negociações foram uma das melhores coisas que o governo já fez. Foi um ato de bom senso."

Redação Terra