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| 'O Poderoso Chefao', de 1972 |
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"Vou fazer-lhe uma oferta que não poderá recusar" é uma das frases mais famosas da história do cinema. Mas qual foi a fórmula mágica que fez de O Poderoso Chefão um dos filmes de maior sucesso de todos os tempos?
Foram 11 indicações ao Oscar, levando três estatuetas, e um faturamento em torno de US$ 101 milhões. Mas nem tudo correu como o esperado no longa de Francis Ford Coppola, lançado em 1972. Assim como no filme, os bastidores de O Poderoso Chefão eram uma história feia de medo e destruição, segundo o jornal Daily Telegraph.
"Foi o filme mais miserável que eu lembro de ter feito", disse o produtor do longa, Al Ruddy. "Ninguém aproveitou um dia sequer dele", confirmou Coppola. "Era só controlar a ansiedade e não ficar questionando quando eu seria demitido."
A Paramount comprou a primeira versão do texto quando Puzo havia escrito apenas 100 páginas, por uma miséria de US$ 12.500, subindo para US$ 50 mil se o filme fosse filmado.
Coppola não era a primeira opção para o filme, outros nomes vieram antes: Arthur Penn, Peter Yates, Costa-Gavras, Otto Preminger, Richard Brooks, Elia Kazan, Fred Zinnemann, Franklin J. Schaffner, Richard Lester, mas todos recusaram o convite. Coppola também quase disse não, pensando que seria um filme popular, sensacionalista e muito barato, e decidiu assumir o roteiro somente porque sua empresa estava falindo.
Com os atores não foi diferente. Inúmeros nomes foram selecionados, como Laurence Olivier, George C Scott, Jean Gabin, Vittorio De Sica, John Huston, Paul Scofield, Victor Mature, Robert Redford, Ryan O'Neal, mas ninguém pegou o papel, sobrando para Marlon Brando.
Depois de tantos problemas, além da Paramount exigir que os produtores seguissem as suas instruções cegamente, Coppola conseguiu produzir os 135 minutos de um clássico que jamais será esquecido pelos apreciadores do cinema.
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