Christopher Reeve: vida e carreira para sempre marcadas com o "S"
Foto: AP
Nascido em Princeton (EUA) no dia 25 de setembro de 1952, Reeve debutou aos 14 anos no teatro. Durante mais de dez anos variou entre os palcos e a televisão em pequenas participações em séries e novelas. A estréia nas telonas se deu apenas em 1977, com Alerta Vermelho: Netuno Fundo, dirigido por David Greene.
Para o alto, e avante
Ainda nesse mesmo ano foi selecionado para interpretar o personagem que marcaria toda sua carreira e sua vida. Reeve ganhou o papel de Clark Kent em Superman. A superprodução contou com um elenco de estrelas como Genbe Hackman e Marlon Brando. A fita logo se trasnformou num autêntico sucesso de bilheteria.
Nos anos seguintes, Reeve voltaria a vestir o uniforme do Super-Homem pelo menos mais três vezes. Em nenhuma das seqüências Reeve conseguiu tanta notoriedade quanto no primeiro filme, mas su carreira já havia sido definitivamente carimbada com o "S" do super-herói.
Por outro lado, o sucesso como Clark Kent restringiu a carreira de Reeve. Em nenhum outro filme o ator conquistou o sucesso ou o reconhecimento profissional. Apenas conseguiu certo destaque no drama Em Algum Lugar do Passado, no terror Village of the Damned, dirigido por John Carpenter e em Vestígios do Dia, de James Ivory, no qual contracenou com Anthony Hopkins e Emma Thompson.
Sua filmografia conta ainda com A Armadilha da Morte, As Bostonianas e Interferências. Em 1998, já preso a uma cadeira de rodas, Reeve participou de uma nova versão do clássico de Hitchcock Janela Indiscreta.
O acidente
No dia 28 de maio de 1995 fraturou duas vértebras do pescoço e a coluna vertebral ao cair do cavalo com o qual participava de um concurso. Reeve depois chegou a declarar que em muitos momentos durante os primeiros meses desejou morrer.
Quase um ano depois do acidente, em março de 1996, assistiu à cerimônia do Oscar. Na festa foi aclamado em uma emotiva recepção. A partir de então dedicou grande parte de seu tempo a aparições públicas requisitando apoio para pesquisas médicas.
Ativista da Unicef, Anistia Internacional e da ecologia, Reeve foi fundador, ao lado de Susan Sarandon e Alec Baldwin, da Coalizão Criativa, um grupo de ajuda a pessoas sem-teto. Em abril de 1997 debutou como diretor com In the Gloaming, um filme que narra a história de um jovem doente de Aids que volta a sua casa para morrer junto a sua família.
Uma nova vida
Escreveu a biografia Still Me. A obra também foi lançada em CD e faturou o Grammy de Melhor Álbum falado em 1999. Três anos depois lançou Nothing is Impossible - Reflections of a New Life (Nada é impossível - Reflexões de uma nova vida). No livro demonstrou um espírito valente que diz ser o responsável pela continuidade de sua carreira como ator, diretor e produtor.
Desde 1996, o ator presidia a Fundação Christopher Reeve para a Paralisia, dedicada a pesquisa de tratamentos para curar lesões medulares da espinha dorsal. Nos últimos anos engrossou o coro dos que pediam autorização para pesquisa com células-tronco.
No dia 27 de janeiro deste ano, Reeve foi condecorado com a Ordem Bernard O'Higgins como reconhecimento à defesa que fez dos atores chilenos durante o regime militar de Pinochet. Em setembro de 2003 levou o Prêmio Lasker 2003 ao Serviço Público, conhecido como o Nobel norte-americano.
Reeve estava casado desde 1992 com a atriz Dana Morosini, com quem teve um filho, Will, de 14 anos. Na década de 1980 foi casado com a modelo inglesa Gae Exton, com a qual teve dois filhos: Matthew de 25 anos e Alexandra de 22.
Christopher Reeve morreu, aos 52 anos de idade, de um ataque do coração, na madrugada deste domingo, no hospital Norteen Wetcheter em Nova York. O ator havia sido internado no sábado depois de entrar em coma em sua casa.

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