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| Reeve era um defensor da pesquisa com células-tronco embrionárias |
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O ator americano Christopher Reeve, que faleceu neste domingo de um ataque cardíaco após passar nove anos tetraplégico devido a uma queda de cavalo, há dois anos tinha criticado o presidente americano, George W. Bush, e os católicos americanos, aos quais acusou de deter as pesquisas sobre células-tronco embrionárias.
Especial Christopher Reeve
Os especialistas estimam que este tipo de pesquisa pode permitir no futuro vencer doenças que hoje são incuráveis e realizar transplantes para regenerar os órgãos doentes.
O cultivo e a pesquisa com células-tronco é extremamente polêmico em todo o mundo, apesar das possibilidades de utilização médica que lhe são atribuídas, já que supõe a experimentação com óvulos que poderiam vir a se tornar seres humanos.
Reeve era um defensor da pesquisa com células-tronco embrionárias, um dos principais temas da agenda eleitoral e um assunto ao qual o presidente Bush é contrário.
A pesquisa com células-tronco embrionárias, potencialmente capacitadas a dar origem a todas as variedades de tecidos que formam nosso organismo, é um dos grandes desafios para chegar a concretizar seu uso terapêutico, na forma de transplantes, por exemplo.
"Houve uma grave violação da separação entre Estado e Igreja no debate desta tecnologia", disse o ator ao jornal britânico The Guardian.
Reeve pensava que estas pesquisas poderiam permitir que voltasse a andar um dia.
"Há grupos religiosos, acho que são os Testemunhas de Jeová, que consideram um pecado receber uma transfusão de sangue", comentou Reeve uma ocasião, antes de acrescentar: "E se o presidente (Bush) decidisse ouvi-los, ao invés de ouvir os católicos, que é o grupo a quem presta atenção quando se trata de pesquisas com células-tronco embrionárias, o que aconteceria com as transfusões de sangue?".
"Quando sofri as lesões, pensava que um financiamento adequado e um trabalho científico suficiente poderiam trazer esperança, mas este não era o problema: o orçamento dos institutos nacionais de saúde passou de US$ 12 bilhões quando me acidentei para mais de 27 bilhões atualmente", acrescentou.
"O que tinha previsto era a influência da política. Estou furioso e decepcionado. Acho que poderíamos estar mais adiantados na pesquisa científica e estaria numa situação bem diferente", afirmou.
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