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Cinema e DVD
Sexta, 16 de outubro de 2009, 15h42  Atualizada às 15h44
Fim de semana: leve para casa o casal mais famoso de Hollywood
 
Divulgação
Humphrey Bogart e Lauren Bacall: casal nas telas e na vida real
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Lauren Bacall e Humphrey Bogart são, possivelmente, o casal mais famoso do cinema. Os dois se conheceram nas filmagens de Uma Aventura na Martinica (1944), uma adaptação da obra de Ernest Hemingway.

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Aos 19 anos, Lauren era uma modelo consagrada que tinha feito duas peças com baixa receptividade entre o final dos anos 1930 e o início dos anos 1940. Ela foi descoberta pelo diretor Howard Hawks, encantado por sua beleza, que conseguiu achar um jeito para que a atriz driblasse a timidez nas telas: o cabelo de lado, quase tapando os olhos, fazia com que ela se expressasse melhor.

Na época, Bogart tinha 45 anos e atuou como um tutor de Lauren, a quem apelidou carinhosamente de 'Baby'. O romance entre os dois começou logo após as filmagens. Bogart, que era casado, trocou cartas de amor com Lauren em segredo por mais de um ano.

O casamento só aconteceu em 1945, após o pedido de divórcio de Bogart (Lauren seria sua quarta mulher). O casal tinha química dentro e fora da tela. Juntos, fizeram quatro filmes, um tanto controversos, que entraram para a história do cinema. A dica é essa: vá até a locadora e relembre essa famosa e explosiva parceria, alugando (ou comprando) um dos filmes abaixo para o final de semana.

Uma Aventura na Martinica (1944)
Direção: Howard Hawks

Quando Howard Hawks trouxe Lauren Bacall para protagonizar Uma Aventura na Martinica ao lado de Bogart queria, na verdade, fazer o "teste do sofá". Mas foi Bogart quem levou a melhor. E essa atração escondida que existia entre eles ficou clara na tela. O filme é baseado no romance To Have or Not to Have, de Ernest Hemingway, mas teve quase toda a história alterada por William Faulkner, na época o rival do autor no campo literário.

Uma Aventura na Martinica tenta pegar carona em Casablanca. As semelhanças são óbvias, mas com bem menos charme. O filme se passa num hotel na Martinica, na época da Segunda Guerra Mundial. Os nazistas perseguem Bogart, que não tem nada de político, mas é obrigado a entrar na onda.

Para quem tiver a oportunidade de conferir o DVD, não se esqueça de assistir os extras, com uma animação super bem feita, estrelada pelos dois.

À Beira do Abismo (1946)
Direção: Howard Hawks

Mesmo irritado com o fato de Bogart ter se casado com Lauren Bacall, o diretor Howard Hawks decidiu continuar trabalhando com os dois pelo simples fato de que davam lucros. Na época, notícias sobre a vida do casal já pipocavam na mídia e a Warner não tinha porque discordar de mais um filme da dupla.

O resultado é que À Beira do Abismo é a melhor produção estrelada por eles. Aqui, Lauren interpreta uma vigarista que adora passar a perna nos homens, exceto no 'desejadíssimo' Bogart, que, apesar de muitas opiniões contrárias, de bonito, não tinha nada.

Hoje, a atuação de Lauren no filme é considerada uma das memoráveis da história, porém na época a indústria do cinema não a perdoou e a chamou de "inexperiente" e "inexpressiva". Mas a beira do abismo seria a próxima produção da dupla...

Prisioneiro do Passado (1947)
Direção: Delmer Daves

Quando Bogart apresentou à Warner a ideia de adaptar o romance The Dark Passage, de David Goodis, o estúdio ficou receoso. Primeiro porque era um filme pessimista demais para investir quando o mundo ainda estava amedrontado na pós-Segunda Guerra Mundial. Segundo porque o diretor, Delmer Daves, estava fascinado com a ideia da câmera subjetiva, mostrada pela primeira vez no cinema por Robert Montgomery em A Dama do Lago (1947).

A trama gira em torno de um prisioneiro que foge da cadeia para provar inocência e faz uma plástica, mudando sua fisionomia. Com isso, a Warner tinha duas opções: escalar um outro ator para interpretar o galã antes da cirurgia ou fazer uso da tão falada câmera subjetiva (que tenta ser o olho do personagem) nos 40 primeiros minutos de projeção. Com ninguém à altura para representar Bogart, o estúdio escolheu a segunda opção porque ainda tinha outra carta na manga: chamar Lauren para uma terceira parceria com o ator.

Mas os tempos eram outros e Bogart e Bacall, na época, tinham se envolvido em manobras políticas que iam na defesa dos comunistas. A população americana não ficou nada satisfeita com as polêmicas e o o filme foi um fracasso de público e crítica. Mesmo assim, vale para ver Lauren, mais uma vez, lindíssima. E por incrível que pareça, os 40 primeiros minutos do filme são o que há de mais interessante, especialmente pela câmera subjetiva. Quem diria que Bogart não seria tão necessário num filme em que ele é o grande astro?

Paixões em Fúria (1948)
Direção: John Huston

Com o fracasso de Prisioneiro do Passado, a Warner tentou, mais uma vez, colocar Bacall e Bogart nas telonas. E a ideia de fazer um filme sobre máfia parecia perfeita. Bogart, afinal, poderia ser o mocinho novamente.

Aqui, o ator é o ex-militar Frank McCloud, que protege a dona de um hotel, Nora Temple (Lauren Bacall) e seu padrasto inválido (Lioney Barrymore) das garras do gangster Johnny Rocco (Edward G. Robinson), que tenta se abrigar num local seguro após um furacão em Key Largo, na Flórida.

Apesar do sucesso de Paixões em Fúria - Claire Trevor até ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo papel de uma ex-cantora que se entrega ao alcoolismo -, era claro que Bogart já não estava em um bom momento. O filme, no entanto, não é só memorável por ser um grande trabalho de Huston, como também marca a última parceria do mais belo casal das telonas.

Lauren Bacall e Bogart ficariam juntos até a morte do ator, em janeiro de 1957, devido a um câncer. Eles tiveram dois filhos nos doze anos em que foram casados.

Para quem não faz ideia onde encontrar esses DVDs, uma dica: já estão disponíveis em lojas e locadoras brasileiras boxes nacionais e importados com os quatro filmes. É correr para se divertir - e se atualizar, claro.
 

Redação Terra
 
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