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Cinema e DVD
Terça, 3 de novembro de 2009, 17h08  Atualizada às 17h50
Dez filmes de terror que você precisa assistir antes de morrer (de medo)
 
Divulgação
'O Exorcista': ainda o mais assustador
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O terror nunca foi muito respeitado em Hollywood. Embora tais produções sejam ótimos chamarizes nas bilheterias, poucos filmes conseguem extrapolar limites e romper as barreiras do gênero. Pensando nisso, fizemos uma lista de dez filmes - de tantos outros - que você precisa assistir para perder todos os seus preconceitos. Confira abaixo:

» Confira fotos dos filmes

O EXORCISTA (1973)
Não importa o tempo. O Exorcista é, sem sombra de dúvidas, o filme mais aterrorizante já feito nos cinemas. Nesta obra inspirada no romance de William Petter Blatty, acompanhamos a inocente menina Regan (Linda Blair) se transformando em um horrendo demônio capaz de meter medo até nos céticos. O mais interessante é que o diretor, William Friedkin, não precisou se apoiar nas cenas de violência extrema para compor a atmosfera macabra, reforçada apenas pelos ótimos diálogos e a tensão psicológica. A manifestação demoníaca em Regan causa discussões dos mais diversos tipos. Quem adora contrariar valores religiosos deve colocar esse filme no topo de suas preferências. Afinal, o mundo não foi mais o mesmo depois que Pazuzu invadiu o corpo de Linda Blair.

Cena para não se esquecer: Regan masturba-se com um crucifixo espirrando sangue para todos os lados e obriga sua mãe a limpá-la com a língua.

O BEBÊ DE ROSEMARY(1968)
Roman Polanksi comprovou em O Bebê de Rosemary que não é necessário mostrar nenhum monstro para causar medo nas pessoas. O filme é todo cercado pela mítica de que a jovem Rosemary (Mia Farrow) espera um filho do diabo após ser alvo de uma seita demoníaca, liderada pelo seu próprio marido. E temos elementos que chegam a ser mais assustadores que a trama em si: um apartamento macabro, sonhos bizarros e um casal de velhos que deixará qualquer pessoa de cabelos em pé. Para quem gosta de terror visual, uma decepção: o tal bebê não aparece em nenhum momento do filme.

Cena para não esquecer: Rosemary olha para seu filho pela primeira vez e mostra expressão horrorizada.

PSICOSE (1960)
Quando Alfred Hitchcock lançou Psicose, provavelmente ele não sabia que iria mudar para sempre o gênero suspense. Acompanhamos aqui a viagem de Marion (Janet Leigh) para sua iminente morte. E assim somos apresentados a um dos personagens mais controversos do cinema: Norman Bates, o atendente de hotel com dupla personalidade, que às vezes toma o papel de sua falecida mãe.

Cena para não esquecer: Marion é esfaqueada no banho em takes de dar inveja aos melhores diretores da atualidade.

O ILUMINADO (1980)
Se você não tem ideia da tensão que O Iluminado proporciona, assista ao trailer da produção, disponível no You Tube. Um rio de sangue adentra o Hotel Overlook levando os móveis para longe, ao mesmo tempo em que a assustadora trilha é executada e vai aumentando gradativamente, tornando-se perturbadora. Apesar de não ser reconhecido como tal, O Iluminado é, provavelmente, uma das melhoras obras de Stanley Kubrick. Num momento em que Jack Nicholson só fazia trabalhos bons - e não comédias abestalhadas -, sua interpretação como Jack, o maluco, ficará para a história.

Cena para não esquecer: Jack enche a porta do banheiro de machadadas enquanto sua mulher, Wendy, grita desesperadamente.

POLTERGEIST (1982)
Com certeza a geração 1980 deve ter evitado a TV por algum tempo depois que assistiu Poltergeist, essa superprodução de Steven Spielberg. O sentido da expressão "medo de fantasma" mudou completmente depois desse filme, que conta a história de uma família que se muda para uma casa construída em cima de um cemitério e passa a presenciar estranhas manifestações sobrenaturais. No momento mais marcante da projeção, a pequena Carol Anne acaba parando dentro da televisão.

Cena para não esquecer: o jovem Robbie luta contra um palhaço de brinquedo que toma vida.

O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (1973)
Existem muitos motivos para assistir o primeiro O Massacre da Serra Elétrica, de 1973. Primeiro porque a produção de baixo orçamento conseguiu deixar no chinelo outras de sua época. Segundo porque o filme é inspirado em fatos reais e, justamente por isso, tem toda aquela tensão proporcionada pela mítica de que sim, aquela chacina poderia ter realmente acontecido. O grande triunfo do diretor Tobe Hooper foi colocar, na primeira cena, supostas imagens de arquivos do caso Ed Gein, assassino que tirava a pele das pessoas antes de matá-las. Claro que se tratava de ficção, mas ninguém na época sabia disso.

Cena para não esquecer: policiais entram no local onde teria acontecido o massacre e descobrem que talvez a pessoa errada tenha sido morta.

A PROFECIA (1976)
Na década de 1970, Hollywood parecia estar inspirada pelo Satanás. Após o estrondoso sucesso de O Exorcista, o diretor Richard Donner conseguiu fazer um filme com tantas tensões psicológicas quanto o antecessor. Mas parte do filme está calcada nas excelentes inovações de câmeras, além da trilha sonora de arrepiar, comandada pela canção Ave Satani, único canto gregoriano de culto ao capeta indicado a um Oscar.

Cena para não esquecer: o endiabrado Damien passeia com seu triciclo e, "acidentalmente", faz sua mãe despencar do terceiro andar da casa.

CARRIE, A ESTRANHA (1976)
Brian De Palma aproveitou a onda criativa do cinema de terror nos anos 1970 e nos deu de presente Carrie, A Estranha, filme que faz duras críticas à sociedade americana. Quando Carrie é humilhada no baile da escola, fica difícil não torcer por ela, mesmo quando ela resolve massacrar a sala inteira com seus poderes de telecinese.

Cena inesquecível: Carrie sobe ao palco para ser coroada, mas leva um banho de sangue de porco.

O SEXTO SENTIDO (1999)
"Eu vejo gente morta". Essa frase lançou a carreira do aclamado diretor M. Night Shyamalan, ao mesmo tempo em que revelou o talentoso Haley Joel Osment e tirou Bruce Willis das sombras. Tudo gira em torno desse menino que vê espíritos e recebe a ajuda de um mentor. No entanto, alguns segredos serão revelados no caminho.

Cena inesquecível: Se eu contar, perde a graça...

SEXTA-FEIRA 13 (1980)
Pouca gente sabe, mas o vilão do primeiro Sexta-Feira 13 era nada menos do que a mãe de Jason e não o filho mascarado. O menino só aparece nos últimos momentos da projeção, puxando a protagonista para dentro do lago em um sonho. Mas, ao lado do primeiro O Massacre da Serra Elétrica e Halloween, Sexta-Feira 13 é um marco no cinema voltado para adolescentes. Na década de 1980, o gênero "assassino corre atrás de adolescentes loucos por sexo" se repetiu à exaustão em inúmeras produções, e, antes de virar piada, até que era interessante.

Cena inesquecível:
Alice Hardy arranca a cabeça de Betsy, mãe de Jason, com um machado.
 

Redação Terra
 
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