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Cinema e DVD
Sábado, 7 de novembro de 2009, 13h49  Atualizada às 17h52
Anselmo Duarte: adorado pelo público, ovacionado pela crítica
 
Carol de Almeida
 
Reprodução
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Dois títulos aparentemente antagônicos marcaram a carreira de Anselmo Duarte, morto neste sábado (7). O primeiro ele ganhou quando atuava em sucessos da intensa produção de cinema no Brasil nos anos 1940, 50 e 60. O "maior galã do cinema nacional" virou propaganda maior para atrair a atenção do público que ia assistir a Anselmo como Zequinha de Abreu, Ricardo ou Zé da Bomba, alguns dos personagens que o fizeram nome requisitado numa incipiente indústria de cinema nacional. O segundo título, o de "diretor cult", ele ganhou em 1962, quando saiu do Festival de Cannes com uma Palma de Ouro nas mãos pelo filme O Pagador de Promessas - que ele dirigiu e escreveu, mas não atuou.

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Dos anos dourados de Anselmo Duarte até hoje, o cinema nacional viu outros "maiores galãs" brasileiros desfilarem pelas telas. Quanto à Palma de Ouro de Melhor Filme, essa nunca mais deu o ar de sua graça para a produção made in Brazil. O homem que conseguiu ser, simultaneamente, um galã adorado pelo público e um intelectual ovacionado pela crítica sempre teve uma relação de familiaridade profunda com o cinema.

Tão íntima era essa relação com os filmes que dissociar ator de diretor seria o mesmo que tentar separá-lo de sua obra. A vaidade que Anselmo Duarte cultivava pela imagem era a mesma tanto para o espelho quanto para a cena captada pelas câmeras.

O noivado com o cinema aconteceu ainda na infância, quando ao lado de outros meninos, ele trabalhou de "molhador de tela". Na época, quando ainda eram exibidos filmes mudos no Brasil, Anselmo era pago para carregar e jogar baldes d'água do lado de trás da tela, já que o projetor aquecia o tecido e podia provocar incêndios.

Nascido no dia 21 de abril de 1920, na cidade de Salto, em São Paulo, Anselmo parecia desde sempre muito decidido a trabalhar com aquela tela aquecida de ideias. No começo dos anos 40, ele viu um anúncio publicado pelo diretor americano Orson Welles que, na época de sua badalada visita ao Brasil, escalou pessoas para participar do filme It's All True (1942). O jovem Anselmo Duarte não titubeou e fez as malas em direção ao Rio de Janeiro e a uma carreira que iria lhe render títulos nunca dantes navegados pelo cinema nacional.

Como diretor, foram 11 filmes, entre eles Absolutamente Certo (1957), Vereda da Salvação (1964) e, claro O Pagador de Promessas (1962). Como ator, foram 37 trabalhos, tais como Tico-Tico no Fubá (1952), Sinhá Moça (1953), Sinfonia Carioca (1955) e O Caso dos Irmãos Naves (1967).
 

Redação Terra
 
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