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 O cinema tem a aprender com pirataria, diz cineasta
07 de novembro de 2009 18h19 atualizado às 21h43

Hermano Freitas
Direto de Salvador*

O cineasta e presidente da Coalizão Brasileira pela Diversidade Cultural, Geraldo Moraes, afirmou neste sábado, em Salvador, que o cinema tem "muito a aprender" com as eficientes formas de distribuição de conteúdo artístico pela pirataria. "Temos de saber fazer os filmes serem vendidos como os DVDs de forró nos postos de gasolina", disse Moraes.

Moraes foi um dos painelistas do 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural, realizado em Salvador por diversas entidades a favor de políticas públicas pela garantia do direito de veiculação de produções regionais. Ainda de acordo com ele, as salas de exibição precisam encontrar uma forma de estarem mais próximas do público popular, em especial o das pequenas cidades.

"É justamente este povo que alimenta a cadeia da pirataria, muito mais acessível que a dos produtos culturais vendidos na economia formal. O forró e a música sertaneja tem a mais eficiente cadeia de distribuição que existe no País", disse.

Moraes dirigiu, entre outras produções, "No Coração dos Deuses" e seu último longa, "O Homem Mau Dorme Bem", foi selecionado para o Festival de Brasília.

(O repórter viajou a convite da produção do 1° Encontro Internacional da Diversidade Cultural)

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