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 "Não sei mais o que destruir", afirma diretor de '2012'
13 de novembro de 2009 13h01

Roland Emmerich, diretor de '2012'. Foto: Getty Images

Roland Emmerich, diretor de '2012'
Foto: Getty Images

Um dos mestres em filmar a destruição da Terra em Hollywood, o diretor alemão Roland Emmerich (de Independence Day, Godzilla, O Dia Depois de Amanhã, entre outros) volta à sua especialidade com 2012, filme que tem estreia mundial nesta sexta-feira (13).

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Em agosto deste ano, Emmerich esteve em um evento da Sony Pictures em Cancun, México, para promover o longa. Em conversa com jornalistas de diversos países, contou que a intenção não era fazer mais um filme de catástrofe. "Fiquei muito reticente em fazer isso novamente. Só decidi que era uma história que precisava ser contada quando vi que era uma nova versão da Arca de Noé".

Ele afirma, porém, que 2012 deve encerrar sua carreira de destruição nas telas. "Espero realmente que seja o último, porque não sei mais o que destruir!", brinca o diretor.

O filme chegou a ser cogitado em 3D, mas a ideia foi recusada por Emmerich: "O 3D funciona bem quando se crer criar um ambiente totalmente novo. Neste caso, temos muitas cenas com atores, então achei que seria arriscar demais. Sempre que vejo um filme em 3D parece que tomei cogumelos alucinógenos (risos)." As filmagens de 2012 usaram estruturas megalomaníacas. Galpões, alguns com mais de um quilômetro de extensão, recriavam cenários e tinham uma base hisráulica capaz de recriar terremotos de até 9 pontos na escala Richter.

Ele afirma que o terremoto em Los Angeles é sua cena favorita. "É realmente assustador ver todos aqueles locais conhecidos ruindo". O longa traz uma cena do Cristo Redentor se despedaçando. Emerich afirma que a estátua carioca foi escolhida por ser uma das mais emblemáticas do mundo.

Em 2012, diversos símbolos religiosos são destruídos. Uma das cenas previa um terremoto em Meca, cidade sagrada para os muçulmanos. A sequência foi abortada por medo de represálias. "Este é um dos problemas deste mundo. Não posso nem fazer uma caricatura de Maomé que sou ameaçado de morte... Por isso desistimos desta cena. É por isso que eu respeito o budismo. É uma religião que tem muito mais a ver com a vida, sem um Deus, cada um cuidando de si próprio", afirma o diretor.

Emmerich, que é um ativista de movimentos ambientais, diz acreditar não no fim do mundo, mas em um alerta da natureza. "Estamos em uma era de mudanças, se não fizermos uma curva, vamos para baixo, com certeza, disso eu estou totalmente certo. Vivemos em um mundo poluído, com guerras religiosas, com grupos e governos terroristas, vivemos com medo. E este não é um cenário muito positivo para se pensar."

Redação Terra