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 México leva o prêmio principal do Festival de Cinema de Mar
14 de novembro de 2009 18h20 atualizado às 19h20

Cena de 'Cinco días sin Nora'. Foto: Reprodução

Cena de 'Cinco días sin Nora'
Foto: Reprodução

O filme mexicano Cinco días sin Nora, de Mariana Chenillo, ganhou neste sábado (14) o Astor de Ouro, o principal prêmio da disputa internacional da 24ª edição do Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata, que também premiou, entre outros, o diretor palestino Elia Suleiman.

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O júri do festival, presidido pelo ator José Wilker, destacou sua "contenção, sutileza e humor, sem cair nas armadilhas" do sentimentalismo.

Ao contrário de outros anos, a austeridade e a ausência de grandes estrelas marcaram esta edição do festival, o único de máxima categoria da América Latina e que termina oficialmente neste domingo.

Participaram do evento 200 títulos - quase a metade do número do ano passado - procedentes de 41 países.

Um dos trabalhos que despertou mais interesse em Mar del Plata, cidade a 400 quilômetros ao sul de Buenos Aires, foi um documentário sobre a vida do falecido traficante de drogas colombiano Pablo Escobar.

Pecados de mi padre, dirigido pelo argentino Nicolás Entel, faz um resumo da vida de Escobar e mostra um histórico encontro entre seu filho, que vive na Argentina sob o nome de Juan Sebastián Marroquín, com os filhos de duas das vítimas mais conhecidas do cartel de Medellín.

O Astor de Ouro, o prêmio mais importante da disputa internacional e assim batizado em homenagem ao músico argentino Astor Piazzolla, ficou com a estreia da mexicana Chenillo, que aborda a história de uma mulher que, depois de se matar, continua intervindo na vida de sua família.

O prêmio especial do Júri foi concedido ao elenco da comédia cubana El cuerno de la abundancia", de Juan Carlos Tabío.

Os prêmios individuais pelas melhores atuações foram para a atriz americana Allison Janney, por Life During Wartime, de Todd Solonz, e o ator espanhol Gary Piquer, pelo filme uruguaio Mal día para pescar, de Álvaro Brechener.

O prêmio de melhor diretor deste ano foi para o palestino Elia Suleiman, por The Time That Remains, que narra com uma dose de humor absurdo o sofrimento de seu povo após a rendição dos árabes contra o Exército israelense em 1948. O filme também faturou o prêmio da associação de cronistas de cinema argentinos.

O diretor espanhol Cesc Gay ganhou na categoria de Melhor Roteiro por V.O.S.

Receberam menções especiais do júri internacional o filme argentino Vikingo, de José Campusano, e o diretor russo Andrey Khrzhanovskiy "pela beleza e poesia" de seu filme Room and a Half, na qual recria a vida do poeta russo Joseph Brodsky, prêmio Nobel de Literatura em 1987.

O júri da disputa latino-americana escolheu La hora de la siesta, da argentina Sofía Mora, como melhor filme.

A menção especial deste júri foi para Hiroshima, do uruguaio Pablo Soll, em seu primeiro filme sem a companhia do falecido Juan Pablo Rabella, com quem realizou 25 Watts (2001) e Whisky (2004).

Na seção Work in Progress, de filmes ainda não finalizados, La Caracas, de Andrés Cedrón, conquistou o prêmio "por sua clareza conceitual e seu olhar particular", segundo a decisão do júri.

Vikingo também ganhou o prêmio da crítica, que o escolheu "por seu acerto no olhar de um universo marginal no qual a violência e a dignidade coexistem".

A Associação Católica Mundial para a Comunicação deu uma menção especial ao filme V.O.S., de Gay, e o Grande Prêmio Signis para Mother, do coreano Bong Joon-ho, um dos filmes de maior destaque do festival.

EFE
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