'High School Musical: O Desafio' chega aos cinemas no dia 5 de fevereiro
Foto: Divulgação
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Parte desse sucesso vem da direção contida de César Rodrigues (Labirinto), mas os verdadeiros méritos são da Disney. O estúdio que faz do "politicamente correto" seu maior lema, manteve seu padrão de qualidade - que contraditório, busca a excelência -, mesmo sabendo que qualquer coisa que eles colocassem na telona com o nome da série agradaria os incondicionais fãs em cheio.
Nos primeiros minutos da exibição, nota-se a evolução dos astros, saídos de um reality show exibido pelo SBT em 2007. Foram precisos 50 dias para deixá-los afiados para trabalhar em frente às câmeras. O resultado? Atuações naturais, distante dos excessos vistos em Malhação, produção que às vezes trata os adolescentes como crianças de quatro anos de idade.
Claro que existe a caricatura. O nome da escola, High School Brasil, tentativa frustrada de criar o clima dos colegiais americanos, dói tanto nos ouvidos quanto ardem nos olhos os exagerados figurinos - é pouco provável que uma adolescente de 15, 16 anos use aquelas roupas. Mas é a mesma caricatura que dá o tom agradável. Ninguém é moralista ou ativista social. Não existe o bem ou o mal, equação maniqueísta sempre presente nos filmes da Disney. A maior antagonista, Paula, é uma menina mimada que, ao contrário de outras personagens semelhantes, não é capaz de traçar planos maléficos para derrubar quem inveja. Seus planos são tão bobos e inofensivos quanto seriam os de uma real garota de 15 anos. Fala-se então, ao público alvo, que se vê reconhecido.
O maior triunfo de High School Musical: O Desafio é tratar os adolescentes e crianças como eles deveriam ser tratados. A explosão de sentimentos, o suposto amor eterno, como se o mundo fosse acabar amanhã. Gente que diz "eu te amo" com a mesma facilidade que se envia um torpedo. Nesse sentido, o filme se parece muito mais com a divertida série Glee, vencedora do Globo de Ouro, do que com a própria franquia que a gerou.
Tizuka Yamazaki, diretora de filmes como Xuxa e o Mistério da Feiurinha e O Noviço Rebelde, e os roteiristas de Malhação podiam tomar umas aulas com a Disney.
- Redação Terra


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