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 Andrucha Waddington apresenta em Madri filme sobre Lope
31 de agosto de 2010 15h18 atualizado às 16h57

Cena de 'Lope', com Sonia Braga e Alberto Ammann. Foto: Divulgação

Cena de 'Lope', com Sonia Braga e Alberto Ammann
Foto: Divulgação

O cineasta brasileiro Andrucha Waddington apresentou nesta terça-feira (31), em Madri, seu último filme, Lope - uma coprodução hispano-brasileira, que conta os primeiros passos do dramaturgo espanhol Lope de Vega, um dos mestres do Século de Ouro espanhol -, que tem no elenco os brasileiros Sonia Braga e Selton Mello.

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Lope é "um filme de amor com fundo de aventura" sobre "um jovem que procura seu lugar", disse o diretor, para quem o filme, seu primeiro trabalho fora do Brasil, "pode apresentar ao mundo Lope de Vega, que é muito conhecido na Espanha, mas fora da Espanha não tem a visibilidade que deveria ter".

O filme, que estreará nos cinemas espanhóis na sexta-feira e em novembro no Brasil, relata os primeiros passos como escritor de Félix Lope de Vega (1562-1635), um dos expoentes do Século de Ouro e do barroco espanhóis, contemporâneo de Miguel de Cervantes, que se tornaria um autor prolífico e, sobretudo, dramaturgo.

O filme mostra "o momento em que começa a germinar" o sucesso popular de um "louco" e "sonhador" como Lope de Vega, explicou o protagonista, o hispano-argentino Alberto Ammann, e "o despertar de seus dois primeiros amores", Elena Osorio, interpretada por Pilar López de Ayala, e Isabel de Urbina, personagem de Leonor Watling.

O autor de Fuenteovejuna, El caballero de Olmedo e El perro del hortelano chegou a "propor coisas antes de Shakespeare e, no entanto, isto foi esquecido", lembrou Ammann, ganhador este ano de um prêmio Goya de melhor ator-revelação por Cela 211.

Para o diretor brasileiro, que também é um dos produtores do filme, rodá-lo representou um "desafio" por se tratar de "um personagem e um universo muito distantes" dele, explicou à AFP.

Por isto, a partir de 2005, Waddington mergulhou durante quatro anos na obra de Lope de Vega, na história dos séculos XVI e XVII, e posteriormente na língua espanhola, e o resultado ele considera "uma experiência muito boa porque o cinema é uma linguagem comum onde importa que a história seja bem contada e não em que língua é contada".

O filme, rodado em Esauira e Safi, no Marrocos, e em várias cidades espanholas, começou a ser planejado na Espanha, em 2003, pelas mãos do roteirista espanhol Jordi Gasull, para quem "Lope era como um astro de rock: belo, seduror...", disse à AFP.

A ele se somaram mais tarde Waddington e o roteirista espanhol Ignacio del Moral, em um projeto conjunto hispano-brasileiro com participação do próprio diretor, por meio da Conspiração Filmes, bem como das companhias Gasull, Telefónica América Latina e da TV espanhola Antena 3, entre outros.

Seu lançamento internacional, começando pelo Brasil em novembro, será projetado "a partir do Festival de Toronto", onde o filme será apresentado antes de ser exibido em Veneza em caráter "hors-concours".

A produtora e distribuidora Warner "está à espera de ver como funciona no Brasil e na Espanha para a dimensão que dá na América Latina" esta co-produção de 10 milhões de euros, que terá como tema principal da trilha sonora a canção Que el soneto nos tome por sorpresa, composta pelo cantor e compositor uruguaio radicado na Espanha Jorge Drexler.

Antes de Lope, Waddington, de 40 anos, já tinha dirigido Eu, Tu, Eles, Casa de Areia, Gêmeas, entre outros.

AFP
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