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O presidente do júri da Palma de Ouro do Festival de Cannes, o diretor bósnio Emir Kusturica, afirmou que este ano "dois ou três filmes cobriam os critérios que tínhamos fixado" para a competição.
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Especial Festival de Cinema de Cannes 2005
Houve "três filmes sobre os quais tínhamos opiniões diferentes e que podiam aspirar ao melhor prêmio", acrescentou o diretor, durante o encontro do júri com a imprensa, um dia depois da entrega da Palma de Ouro a L'Enfant, dos irmãos belgas Luc e Jean-Pierre Dardenne.
Embora a decisão não tenha sido unanimidade, "estamos contentes, nos despedimos como amigos e acreditamos que cumprimos com nossa missão", disse Kusturica, ao afirmar que comemorou "dançando de forma selvagem".
O diretor disse que o júri não terá "vergonha" do filme vencedor, "ao contrário", pois contém todos os elementos requeridos. "Há algo dramático, representa igualmente uma obra máxima sobre a base de algo mínimo, o que pode satisfazer o público", afirmou.
Ao comentar alguns filmes, Kusturica disse que "talvez fossem um pouco menos bons do que eu esperava".
"Tivemos sorte, porque a seleção não tinha uma média particularmente elevada, mas houve quatro ou cinco filmes que poderíamos ter escolhido para a Palma de Ouro", afirmou.
O diretor bósnio comandou o júri como um "ditador", conforme ele mesmo se definiu. E em parte foi verdade, como explicou a atriz indiana Nandita Dás, que o chamou de "doce ditador", o que foi confirmado pela diretora francesa Agnes Warda, que contou o quanto "haviam se divertido".
"Ele se impôs como o 'comandante' desde o primeiro dia, mas teve uma atitude muito democrática, nos escutou muito mais do que esperávamos", afirmou.
A vencedora do prêmio Nobel de Literatura Toni Morrison ressaltou "o excelente ambiente de camaradagem" que reinou e a "minuciosa atenção" dedicada a todos os filmes.
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