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Para as legiões de fãs de Harry Potter, a estréia de um novo filme, a quarta adaptação da série de livros de J.K. Rowling, é tudo de que precisam saber. Para os que não são fãs e para os pais que acompanham as crianças, é o seguinte: os filmes estão cada vez melhores.
Se os dois primeiros ficaram aquém da obra de Rowling com toda a sua magia e traquinagem, O Prisioneiro de Azkaban e agora O Cálice de Fogo entram de modo mais profundo no drama humano.
À medida que os três jovens protagonistas entram na adolescência, eles se tornam mais identificáveis como jovens em vez de jovens mágicos. Eles enfrentam questões típicas da idade, como as variações hormonais, questões de identidade e pressão do grupo. Em outras palavras, eles passam por emoções e experiências enfrentadas por todos os adolescentes. A mágica não pode ajudá-los nisso.
Mas a magia deve aparecer nas bilheterias. Dentro dos EUA, a série apresentou uma queda dos US$ 317,6 milhões do primeiro filme para US$ 249,4 milhões em Azkaban. O longa mais recente tem 156 minutos de duração, o que pode reduzir a presença dos muito jovens nos cinemas, mas o filme deve chegar perto do sucesso das edições anteriores.
O novo diretor é Mike Newell, o primeiro cineasta britânico de uma série bastante britânica. Talvez isso explique por que Cálice de Fogo pareça muito mais intimista. Newell e o roteirista Steve Kloves, que adaptou todos os quatro livros, não perdem tempo no mundo dos Muggles, os humanos sem poderes mágicos.
Do pesadelo inicial à última cena no último dia do quarto ano de estudos de Harry na Escola Hogwarts de bruxaria, o filme se fixa no mundo da mágica.
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