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O cobiçado prêmio canino de Cannes, a Palma de Cão, foi entregue na quinta-feira ao cão Moses por sua participação breve, mas inesquecível, no filme Dogville, de Lars Von Trier e estrelado por Nicole Kidman. O prêmio chamou a atenção ainda mais porque Moses passa quase o filme inteiro representado apenas como um contorno desenhado a giz. Mas os juízes - cinco críticos de cinema britânicos e americanos - acharam que Moses mereceu o prêmio por ter latido de maneira tão contundente como um narrador invisível. Eles disseram que Moses, que aparece rapidamente em carne e osso perto do final do filme, ganhou o prêmio porque "sua contribuição é vital para o impacto da obra". O jornalista britânico Toby Rose, editor da revista DQ (Dog Quarterly) e criador do prêmio há três anos, disse: "A escolha de Moses dividiu a comunidade cinematográfica em Cannes. Foi uma questão muito tensa para a indústria do cinema. Mas a decisão dos juízes foi unânime". No ano passado, Aki Kaurismaki aceitou a Palma de Cão em nome de Tahti, o cachorro que vive com ele e atua em seu filme O Homem Sem Passado. O prêmio chegou a ser citado nos cartazes promocionais do longa-metragem. O prêmio de 2003 - uma coleira de cachorro preta e cravejada a ouro - foi colocado no pescoço da produtora de Dogville, Vibeke Windelov, que reagiu com espanto à premiação. Depois da cerimônia, ela disse à Reuters: "Lars já foi informado e está superfeliz com a notícia".
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