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O Festival de Cinema de Cannes entra na reta final de sua 56ª edição, que termina no domingo com a entrega da Palma de Ouro, mas vários outros prêmios já começam a ser anunciados. O mais misterioso deles será entregue nesta sexta-feira ao diretor americano Clint Eastwood, em um ato privado organizado em um lugar e em um horário mantidos em segredo, disseram à EFE seus organizadores. É a Carroça de Ouro, que Eastwood receberá dos diretores franceses no mesmo dia em que a seção paralela A Semana da Crítica entrega seus cinco prêmios, patrocinados por empresas e grupos de cinéfilos. Eastwood, um dos produtores e atores americanos mais apreciados em Cannes, veio a esta cidade da Côte d'Azur francesa principalmente para estrear, dentro da competição, seu último filme Mystic River, defendido por ele e sua equipe numa concorrida entrevista coletiva e em meio a um público entusiasmado, que o acolheu com aplausos. A Carroça de Ouro é um presente de seus colegas franceses, que, sem perder o senso de humor, rendem homenagem ao conjunto de sua obra e a suas "qualidades de inovação, singularidade e independência". O outro filme em competição hoje pela Palma de Ouro é Otets Syn (Pai e filho), do cineasta russo Alexander Sokurov. Amanhã, vão estrear as três últimas produções que ainda restam dentro desta seção, a mais importante do festival, assinadas pelos produtores Peter Greenaway, Kawase Naomi e Bertrand Blier. Os diretores da seção também oficial Um Certo Olhar são hoje o espanhol David Trueba, que estréia na França Soldados de Salamina, e Max Faerberboeck, diretor de September. Seus filmes competem pelos três prêmios Um Certo Olhar-Altadis, que tem júri próprio, da mesma forma que a seção de curta-metragens em competição oficial, na qual o diretor argentino Juan Solanas, filho de Fernando Solanas, estréia amanhã El hombre sin cabeza. Enquanto todos os jurados se preparam para mudar o destino de alguns filmes, de seus produtores, atores ou equipes artísticas e técnicas, os da Semana da Crítica já finalizam as decisões que serão divulgadas esta noite. Sete filmes competem dentro deste minifestival paralelo de Cannes, criado pelo Sindicato da Crítica há 42 anos, o que o torna o mais antigo dos dois existentes. Uma das produções é Entre ciclones, de Enrique Colina, reflexo "da realidade" cubana e da "desordem da capital cubana, seus ruídos, seus problemas de eletricidade, de telefone", como explicou à EFE a delegada-geral da Semana, Claire Clouzot. Segundo ela, trata-se de um filme feito "mais em um sistema de comédia do que de tragédia, porque estamos em Havana e não na Bulgária", acrescentou. Dois dos seis longa-metragens em competição são franceses: Elle est des notres, de Siegrid Alnoy e Depuis qu'Otar est parti, de Julie Bertuccelli. Os outros candidatos aos prêmios são Milwaukee, Minnesota, do americano Allan Mindel; Reconstruction, do dinamarquês Christoffer Boe; 20h17, rue Darling, do cineasta canadense Bernard Emond; e Deux Fereshte, do iraniano Mamai Haghighat. Embora a especialidade da Semana sejam os primeiros filmes e curtas de ficção, conta a cada ano com uma sessão especial dedicada ao documentário, que este ano mostrou Condor: os eixos do mal, do câmera, produtor e diretor argentino Rodrigo Vázquez. Em sua seção de curta-metragens, à qual se dedica um especial interesse para apoiar os jovens talentos, se destacaram Belarra, do espanhol Koldo Almandoz; Maste, do sueco Erick Rosenlund; The Truth About Head, do canadense Dale Heslip; Turangawaewae, do neozelandês Peter Burger; Love is the Law, do norueguês Eivind Tolas; Derrière les Fagots, do francês Ron Dyens, e La Petite Fille, de sua compatriota Licia Eminenti. O Grande Prêmio Lycos, o Prêmio Canal Plus ao melhor curta, o Prêmio da Crítica Jovem e Los Rails d'Or, são os principais prêmios entregues neste festival "Off".
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