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Kevin Costner diz que não fez 'Homem de Aço' como fã

Em entrevista ao Terra, ator falou sobre seu papel em novo filme de Zack Snyder e que nunca se identificou com heróis

13 jul 2013
08h31
atualizado às 08h31
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Mais rápido do que uma bala, ele levou multidões ao cinema para comemorar seu aniversário de 75 anos: bateu recorde de bilheteria na abertura, nos Estados Unidos, e já faturou ao redor do planeta quase US$ 600 milhões. Quanto às críticas, tem para todos os gostos, mas sem dúvida, essa é a melhor das últimas aparições do herói mais querido de todos os tempos. O Super-Homem foi criado em 1938, em uma época em que o mundo precisava de um salvador, após a grande depressão da década de 1930. Desde então, é um dos maiores ícones da cultura pop, foi repaginado de acordo com a necessidade de esperança de cada época e, assim, passou por todas as mídias existentes no último século.

<p>Kevin Costner vive Jonathan Kent, pai do super-herói</p>
Kevin Costner vive Jonathan Kent, pai do super-herói
Foto: Divulgação

Desde sempre, essa foi comparada a outras histórias de sucesso. Para ser mais direta, a mais conhecida do mundo: as semelhanças da origem do mito, a criança que nasce em um lugar distante, cresce em uma terra estrangeira e depois salva o planeta. Há ainda as analogias que o conectam a Sansão e Hércules. Tanto histórico que deixou até o diretor apreensivo: “eu estava com medo, porque o Super-Homem é o Super-Homem, mas depois de ler o roteiro (assinado por David S. Goyer e Christopher Nolan), fiquei confiante, pois vi que tinha algo muito bacana que me interessou bastante. Tive que deixar passar esse medo pelo ícone que ele representa”, disse Zack Snyder em um encontro com a imprensa mundial.

Nessa nova versão, com o título de O Homem de Aço , que estreia nesta sexta-feira (12) no Brasil, estão no elenco Henry Cavill (Superman/Clark Kent/Kal-El), Kevin Costner (Jonathan Kent), Russell Crowe (Jor-El), Diane Lane (Martha Kent) e Amy Adams (Lois Lane). A sequência já foi confirmada pela Warner Bros. Em Los Angeles, Kevin Costner, 58 anos, conversou com o Terra com exclusividade e falou um pouco sobre sua transição de galã para pai adotivo de super-herói, a vida com seus sete filhos, carreira e superpoderes. "Eu tenho três (filhos) pequenos que ainda acham que eu sou a pessoa mais forte do mundo. Para mim é muito importante na minha vida tentar manter-me saudável para prolongar meu convívio com os meus filhos", relatou Costner. Confira abaixo a entrevista completa.

Terra - Como você se sente sendo o pai do Super-Homem?
Kevin Costner -
Eu acho que foi uma oportunidade muito grande para mim, neste momento da carreira e poder ter aceitado o convite foi ótimo. Eu estou feliz por ter essa oportunidade e ter sido o escolhido.

Terra - Você tem sete filhos... Sente-se na obrigação de ser um Super-Homem para eles?
Kevin -
Minhas meninas ainda acham que eu sou o cara mais forte do mundo, embora as minhas filhas de 28 e 26 anos de idade agora já achem que existem homens mais bonitos do que eu. Eu sempre vou ser a pessoa mais forte para elas. A coisa mais legal sobre ser pai é como você é o primeiro homem a cuidar dessas crianças, a tocá-las com amor. Elas sabem o que é amor e o que se sente quando alguém que o ama de verdade o toca. Meus filhos cresceram sabendo disso. Eu tenho três pequenos que ainda acham que eu sou a pessoa mais forte do mundo. Para mim é muito importante na minha vida tentar manter-me saudável para prolongar meu convívio com os meus filhos.

Terra - Você acredita que ensina aos seus filhos os mesmos valores que o pai de Clark Kent ensina a ele no filme? Qual é o valor mais importante que você ensinou para os seus filhos, por exemplo?
Kevin -
Eles têm que ter boas maneiras. Eu sei que soa um pouco antiquado, mas essa é uma das primeiras coisas que tentei ensiná-los. Sei que eles cresceram com um certo privilégio, por serem filhos de uma ator, podem ter algumas regalias. Vão ter pessoas os servindo, agradando. Mas ensino que isso não é uma herança e vão ter que trabalhar duro para terem suas próprias conquistas. Se eles querem ter essas coisas na vida, vão ter que trabalhar, como eu trabalhei. Ensino que ninguém é escravo de ninguém e que o obrigado constante é fundamental. Acho que no filme a gente também passa um pouco disso, de como esses valores, que só se ganha em casa, são importantes.

Terra - Vocês também falam sobre bullying neste filme...
Kevin -
Sim, tem uns valentões, pessoas que são mais velhas do que Clark e que o intimidam. Ele sabe que poderia fazer algo contra isso, mas vai no caminho até do cristianismo, do dê a outra face. Eu acho que o Clark teria uma capacidade de mergulhar em um monte de coisas e mudá-las, mas deveria?

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Terra - Há esse conflito pois o seu personagem não quer que ele se mostre forte...
Kevin -
Sim, e sou até um pouco egoísta, sobre o amor que temos por nosso filho. Lá no fundo, tenho um pouco de ciúme de não ser o pai biológico. O fato de que eu sei que ele precisa ir encontrar o pai, me incomoda um pouco, mais do que eu queira admitir e jogo com isso. Então, quando ele diz: 'eu quero encontrar meu pai', sinto que de certa forma, eu sou seu pai.

Terra - Qual é a sua conexão com o personagem? Você cresceu vendo os filmes ou lendo quadrinhos?
Kevin - Não, não é por isso que estou aqui, como também não faço coleção de figurinhas de beisebol e já fiz três filmes sobre o esporte. Não vim para esse filme como um fã do personagem, aliás, nunca pensei que um dia faria um filme do Super-Homem, mas foi um cruzamento de coisas: um diretor que representa muito para mim e que é um artista no nosso meio, com a proposta de fazer algo espetacular. Ele chegou nos atores para que construíssemos esse filme, com essa grande visão que ele tem. Você pode ver a maneira que ele escolhe os atores assistindo ao filme.

Terra - Você acha que a história, 75 anos depois, ainda é atual?
Kevin -
Este é um filme que sempre pode ser atualizado. Você pode atualizar a ação, as roupas, mas você nunca vai ser capaz de atualizar o comportamento humano.

Terra - Quem era seu herói quando você era criança?
Kevin -
Eu não sei. Eu acho que nunca me identifiquei com um, mas eu entendi muito bem quando momentos heróicos aconteceram e sempre fiquei emocionado com isso.

Terra - Por muitos anos você foi – para muitos ainda é – um grande galã de Hollywood. Qual é a melhor coisa de estar com quase 60 anos agora?
Kevin -
Eu gosto dos amigos que fui capaz de fazer ao longo do caminho, novos e antigos, de ser capaz de trabalhar na profissão que eu amo e que a profissão que eu amo não define quem eu sou.

Terra - Você gostaria de ter algum superpoder?
Kevin -
Se eu te falar que gostaria de ter visão de raio-x, você vai pensar que eu sou um pervertido? (risos)

Fonte: Terra

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