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Morre Harry Reems, protagonista de 'Garganta Profunda'

20 mar 2013
21h31
atualizado em 1/12/2013 às 17h11
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Harry Reems, astro do cinema pornô e protagonista de Garganta Profunda, um dos títulos mais célebres deste gênero, morreu nessa terça-feira (19) em Utah aos 65 anos, após uma longa luta contra um câncer de pâncreas, informou nesta quarta-feira (20) a revista Variety.

<p>Harry Reems</p>
Harry Reems
Foto: Getty Images

No filme, de 1972, Reems compartilhou cenas com Linda Lovelace, e devido à fama conquistada, estrelou mais de 100 produções para adultos entre as décadas de 1970 e 1980, incluindo O Diabo na Carne de Miss Jones.

Garganta Profunda também lhe levou a viver um episódio obscuro em sua carreira quando o FBI e o governo do então presidente Richard Nixon iniciaram uma cruzada contra o filme e seus idealizadores, aos quais acusavam de pornografia e obscenidade.

O filme chegou a ser proibido em 23 estados dos Estados Unidos, e Reems foi acusado de conspiração por transportar material obsceno através das fronteiras estaduais.

Quando Reems foi declarado culpado em 1976, um grupo de personalidades em defesa das liberdades civis, junto com astros de Hollywood como Jack Nicholson e Warren Beatty, se colocaram a seu lado, e por fim a condenação foi cancelada.

Reems esteve perto de dar o salto ao cinema convencional quando foi contratado para participar de Grease - Nos tempos da Brilhantina, mas os produtores ficaram com um pé atrás, por medo da reação do público, e seu personagem ficou com Sid Caesar.

Essa dificuldade para encontrar papéis no cinema para todos os públicos o fez entrar em uma grande depressão e o levou a abusar do álcool e das drogas.

No final dos anos 80, após deixar para trás essa etapa, tornou-se um bem-sucedido agente imobiliário. Na cidade de Park City (Utah), ele conheceu sua esposa Jeanne.

Nascido em Nova York, Reems começou aos 21 anos sua trajetória no mundo do cinema pornô.

Garganta Profunda foi um grande sucesso empresarial, levando-se em conta que custou US$ 25 mil e lucrou US$ 600 milhões.

EFE   

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