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 Cineasta brasileiro busca parcerias no Festival de Berlim
17 de fevereiro de 2012 18h57 atualizado em 19 de fevereiro de 2012 às 23h51

Belinale acontece entre 9 e 19 de fevereiro de 2012. Foto: Pascal Le Segretain/Getty Images

Belinale acontece entre 9 e 19 de fevereiro de 2012
Foto: Pascal Le Segretain/Getty Images

O cineasta Chico Teixeira foi ao Festival de Berlim, na Alemanha, participar do Co-production Market, evento que reúne cerca de 450 profissionais da área do cinema, entre produtores, agentes e distribuidores.

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A seleção é feita pelos realizadores do evento, que organizam todos os projetos em um catálogo físico e virtual. Esse catálogo é distribuído a todos os participantes interessados em coproduzir.

Um dos escolhidos foi O Circo de Santo Amaro, novo projeto de Chico Teixeira. "É um filme de pequenas ações cotidianas. Ações emocionais que se passam no universo de um adolescente de 14 anos, com todas as inseguranças, descobertas e trancos que a vida oferece", declarou o diretor.

Chico Teixeira já esteve na Berlinale com seu filme de estreia, A Casa de Alice, selecionado para a mostra Panorama. "Foi muito emocionante para mim, os atores e a equipe do filme estar próximo do calor dos espectadores. Tive um pouco de medo das críticas imediatas, mas no fim foi uma experiência muito boa", disse ele.

Há muita expectativa em torno dessa segunda participação. "Às vezes, as conversas são mais técnicas, outras mais artísticas. Tenho que detalhar vírgula por vírgula o roteiro e o projeto do meu filme. Algo único e muito interessante", completou Teixeira.

Segundo a produtora Paula Cosenza, o projeto tem grandes chances de achar bons parceiros em Berlim, apesar de a história ser 100% brasileira. "O Chico já esteve no festival e isso cria uma confiança com os coprodutores. Há muitas possibilidades de parcerias técnicas como fotografia, áudio e pós-produção, mas também vamos ouvir o que eles têm a falar do roteiro. Queremos achar uma maneira de realizar que seja boa para todo mundo", disse Cosenza.

Como um casamento
Para a produtora, ninguém faz filme sozinho. "Procurar parceiros, não só financeiros, é o caminho para manter o cinema cada vez mais vivo e ativo. Mesmo com a atual boa fase do mercado brasileiro". Como exemplo, ela cita o filme Tropicália, no qual também foi produtora.

"É um documentário com um tema bem brasileiro. Temos um coprodutor americano e outro inglês. Com isso já garantimos dois mercados de distribuição. Os diferentes pontos de vista fazem o filme deixar de ser local. Queremos ser vistos pelo maior número possível de pessoas", completou.

Consenza ainda disse que uma coprodução nunca pode ser encarada como "vamos colocar dinheiro no filme dos outros, pois quando o acordo é fechado, o filme vira nosso". Segundo ela, a coprodução nem sempre é um caminho fácil, pois envolve muito trabalho e burocracia, mas os diferentes pontos de vista artísticos e as possibilidades de distribuição são vantajosos para quem produz e para os expectadores.

A produtora acabou de ganhar o prêmio no Festival de Sundance com o filme Violeta Vai para o Céu, longa-metragem chileno com coprodução entre Brasil e Argentina. Dirigido por um dos mais conhecidos cineastas chilenos da atualidade, Andrés Wood, o filme conta a história de Violeta Parra, um dos grandes ícones da música no Chile. Apesar disso, segundo Cosenza, o filme é também brasileiro e argentino. "Na minha visão Tabu é também um filme brasileiro", finalizou.

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