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'O Amante da Rainha' é concorrente dinamarquês ao Oscar

8 fev 2013 - 08h54
(atualizado em 9/2/2013 às 10h37)
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<p>Filme ganhou melhor roteiro e melhor ator no Festivalde Berlim de 2012</p>
Filme ganhou melhor roteiro e melhor ator no Festivalde Berlim de 2012
Foto: Reprodução

Indicado ao Oscar de filme estrangeiro pela Dinamarca, o drama histórico O Amante da Rainha, de Nikolaj Arcel, aproveita bem a vantagem de um elenco encabeçado pelo carismático ator dinamarquês Mads Mikkelsen (Depois do Casamento), injetando genuína vibração humana numa complexa história de época.

No Festival de Berlim 2012, o filme foi duplamente premiado, com os troféus de melhor roteiro (de Arcel e Rasmus Heisterberg) e melhor ator para o novato Mikkel Boe Folsgaard, intérprete do insano rei Christian 7º.

É para se casar com este monarca de natureza infantil que chega da Inglaterra, no final do século 18, a princesa Caroline Mathilde (Alicia Vikander). Culta e sofisticada, ela não tarda a perceber a grande armadilha dourada deste casamento, em que é submetida aos caprichos de um marido instável e ausente. Os dois só têm em comum o amor pelo teatro.

Como resultado das maquinações de alguns nobres insatisfeitos, na colônia dinamarquesa de Altoona, na Alemanha, chega a Copenhague o médico alemão Johann Struensee (Mads Mikkelsen), que não tarda a ganhar a confiança do rei, tornando-se não só seu clínico como seu principal conselheiro.

Além de cumprir o compromisso com seus mentores, reintroduzidos no alto círculo do poder, Struensee aproveita sua proximidade com o rei para induzi-lo a aprovar a liberalização das rígidas leis do reino. Poucos sabem que o médico é ativo simpatizante das ideias iluministas, um posicionamento que poderia custar-lhe a vida, caso o assumisse publicamente.

Assim, o médico consegue introduzir reformas avançadas para a época, retirando privilégios aos nobres, que passam a pagar impostos, em benefício dos camponeses. Esquivando-se das manobras tanto da rainha-mãe (Trine Dyrholm) quanto de parlamentares conservadores, ressentidos de sua influência sobre o rei, Struensee capta a atenção da rainha.

Cultos e modernos, os dois são naturalmente atraídos um pelo outro, a partir das leituras da biblioteca de Struensee, que inclui autores como o francês Jean-Jacques Rousseau. Não demoram muito a abrir mão da prudência, mergulhando num clandestino e intenso caso de amor.

Em que pese a visível reverência em torno da figura do médico, hoje tido como um heroico precursor da liberdade na Dinamarca, o filme consegue transmitir vivacidade ao reforçar, sempre que possível, a humanidade dos protagonistas diante das incontornáveis pressões de sua época.

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