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Às vezes, discrição é a melhor moda no tapete vermelho

8 mar 2010 15h40
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Suzanne S. Brown

Às vezes, as melhores interpretações são as mais contidas. Os atores preferem atuar com discrição de maneira a permitir que a beleza e o talento do personagem transpareçam. O mesmo poderia ser dito sobre a moda exibida durante as cerimônias de premiação.

Sandra Bullock, vencedora da categoria Melhor Atriz
Sandra Bullock, vencedora da categoria Melhor Atriz
Foto: Alberto E. Rodriguez / Getty Images

O vestido Marchesa usado por Sandra Bullock na cerimônia do Oscar, domingo à noite, era refinado mas elegante, e seu corpete bordado parecia a um só tempo bonito e discreto.

E, preterindo os cabelos empilhados no alto da cabeça que pareciam ser a regra, Bullock usou um penteado simples, com o cabelo escovado reto para um lado. O toque mais ousado era o batom vermelho vivo.

Outros toques modernos foram os tecidos de aspecto metálico e ostentando brilhos que parecem continuar a enfeitiçar Hollywood, quer na forma do vestido dourado criado por Oscar de la Renta para Cameron Diaz, no Yves Saint-Laurent com corpete prateado escolhido por Kate Winslet ou no vestido longo, bordado e prateado exibido por Helen Mirren.

Em contraste, houve algumas atrizes que pareceram ter optado por serem usadas por seus vestidos, em lugar de o oposto.

Jennifer Lopez, Zoe Saldana -a estrela de Avatar- e Vera Farmiga, de Amor sem Escalas, estavam entre as atrizes que caíram na armadilha de vestidos desproporcionalmente complicados. O longo de Lopez continha tecido suficiente para diversos vestidos, e o modelo tingido de púrpura que Saldana vestia parecia mais apropriado ao palco do Follies Bergére. O tomara que caia Marchesa em crepe de seda que Farmiga escolheu apresentava inúmeras sucessões de pregas que contornavam o corpo da atriz como se fossem devorá-la, e terminavam em uma cauda com ainda mais pregas.

Por sorte, o azul também teve seu momento no tapete vermelho, durante a 82ª cerimônia do Oscar, bem representado por Mo¿Nique, com um modelo de ombro único. A cor também foi a escolhida de Gabourey Sidibe, em um vestido Marchesa, e de Maggie Gyllenhaal, com um esguio e sexy modelo de Dries van Noten.

No que tange a penteados e maquiagem, a profusão de cabelões desproporcionais -o de Sarah Jessica Parker representa um dos piores exemplo- estava claramente datada. Foi um alívio ver penteados mais simples e que pareciam naturalmente cacheados, como os de Diaz e Winslet.

Os rapazes sustentaram com firmeza o seu lado da festa à fantasia, muitos dos quais em modelos Tom Ford (Alec Baldwin, Steve Martin, Ryan Reynolds, Colin Firth e, naturalmente, Tom Ford), Gucci (Jeff Bridges) e Giorgio Armani (Samuel L. Jackson). Os homens também merecem crédito por ostentarem os mais belos dos adornos como companhia -as mulheres e namoradas que os faziam parecer ainda mais atraentes, entre as quais beldades como Luciana, a mulher de Matt Damon, e Elisabetta Canalis, a modelo que namora com George Clooney.

The New York Times
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