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 Cena de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, último filme da saga de Tolkien dirigida por Peter Jackson |
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Com 11 indicações, o filme O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei é o grande favorito da festa do Oscar, uma cerimônia que promete recuperar o brilho perdido nos anos anteriores.
Nada poderá atrapalhar a 76ª edição do Oscar, cujas edições anteriores foram obscurecidas pela guerra no Iraque e os atentados de 11 de setembro, quando os dois primeiros filmes da saga concorriam na categoria Melhor Filme.
"Desta vez (O Senhor dos Anéis) ganhará. Hollywood premiará três anos de bom cinema", avaliou o especialista Tom O'Neil, para quem o filme levará várias estatuetas, entre elas a de Melhor Filme e Melhor Diretor para o neozelandês Peter Jackson.
Se o favoritismo se confirmar, Hollywood recompensará um dos projetos mais arriscados e caros da história do cinema, que compreendeu a filmagem de três longas simultaneamente, com um custo total de US$ 270 milhões. Será também um reconhecimento a um sucesso de público e crítica, que teve uma arrecadação total de US$ 2,8 bilhões.
Se os 5.800 membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas se negarem a dar o prêmio máximo da indústria a um filme do gênero fantástico, certamente se decidirão por um filme mais "humano", como Sobre Meninos e Lobos ou Encontros e Desencontros.
Enquanto se faz contagem regressiva para o maior evento do cinema e toda Hollywood prepara seu melhor traje, os especialistas prevêem uma cerimônia cheia de "cores e com o brilho da velha Hollywood", mas sem o clima de suspense dos anos anteriores.
"Parece que está muito claro quais são os favoritos e por isso já pudemos tirar várias conclusões", disse à AFP Tim Gray, editor da revista especializada em cinema Variety.
A surpresa poderia estar na categoria Melhor Direção, se vencer Sofia Coppola (Encontros e Desencontros), o que faria dela a primeira mulher a levar o prêmio; ou Fernando Meirelles (Cidade de Deus), que se tornaria o primeiro brasileiro a receber este Oscar.
Mas para isso, os dois terão que desbancar pesos-pesados como o próprio Jackson, o australiano Peter Weir (Mestre dos Mares) e o veterano americano Clint Eastwood (Sobre Meninos e Lobos).
Na categoria Melhor Atriz, tudo indica que a bela sul-africana Charlize Theron receberá a estatueta em reconhecimento à interpretação de uma assassina em série em Monster, cujo papel exigiu dela uma série de transformações físicas pouco agradáveis.
Theron superaria, assim, a neozelandesa Keisha Castle-Hughes, de 13 anos, a atriz mais jovem a concorrer na categoria por Encantadora de Baleias, a australiana Naomi Watts (21 Gramas); a veterana Diane Keaton (Alguém Tem que Ceder) e a britânica Samantha Morton (Terra de Sonhos).
Na categoria Melhor Ator, os olhares se voltam para Sean Penn pelo papel principal em Sobre Meninos e Lobos. Mas Bill Murray, ovacionado pela crítica pela interpretação de um ator decadente em Encontros e Desencontros, se anuncia como um forte concorrente.
A zebra poderá ser Johnny Depp, ganhador do Globo de Ouro por sua atuação em Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra. Os britânicos Jude Law e Ben Kingsley parecem ser os atores menos cotados ao prêmio.
Entre os indicados a Melhor Ator Coadjuvante, Tim Robbins se destaca como favorito, embora os outros indicados - Alec Baldwin (The Cooler) e Benicio del Toro (21 Gramas) - também tenham sido bem recebidos pela crítica.
Até a pouco, ninguém se atrevia a duvidar que Renée Zellweger seria escolhida Melhor Atriz Coadjuvante (Cold Mountain). Mas nos últimos dias, o nome da iraniana Shohreh Aghdashloo (House of Sand and Fog) tem sido muito ouvido.
Este ano, a cerimônia será transmitida com "delay" para evitar o escândalo provocado pela cantora americana Janet Jackson durante apresentação no SuperBowl, quando exibiu o seio direito.
Os organizadores dos Oscar negaram várias vezes que esta decisão seja uma forma de controle dos discursos dos vencedores, diante da conhecida língua-solta de Robbins ou Penn, fortes candidatos ao púlpito.
Em todo caso, a Academia promete uma cerimônia glamourosa, regida pelo comediante Billy Crystal, que terá o desafio de devolver o brilho da festa e, sobretudo, superar os baixos índices de audiência dos anos anteriores.
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