| Reuters |
 Tim Robbins 'ajudou' a Time Warner com seu Oscar de Melhor Ator Coadjuvante |
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E o Oscar vai para... a Time Warner. Na realidade, foram 13 Oscar para a empresa. Enquanto sua unidade New Line Cinema recebeu 11 Oscar por O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei, a Warner Brothers ganhou dois prêmios de melhor atuação por Sobre Meninos e Lobos.
As honras dadas a O Senhor dos Anéis na entrega dos prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, na noite de domingo, foram tantas que a maioria dos outros estúdios ficou a ver navios, ou quase.
A New Line, que arriscou 300 milhões de dólares na trilogia O Senhor dos Anéis, já viu seu investimento dar um retorno inigualável: os três filmes já renderam quase 3 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais.
Com os 11 Oscar que recebeu no domingo, incluindo os de melhor filme e melhor direção, O Retorno do Rei empatou com Ben-Hur e Titanic no maior número de Oscar já ganhos por um único filme.
Numa época em que os orçamentos de filmes não param de crescer e que os estúdios sofrem pressões cada vez maiores para minimizar os riscos de bilheteria, ganhar um Oscar ainda é visto como garantia de vendas melhores de ingressos no cinema e em vídeo.
O diretor de Senhor dos Anéis, Peter Jackson, que dedicou sete anos de sua vida aos filmes, fez questão de agradecer sobretudo a Robert Shaye e Michael Lynne, os executivos-chefes conjuntos da New Line Cinema.
Sobre Meninos e Lobos deu Oscar a Sean Penn pelo papel principal e a Tim Robbins num papel coadjuvante.
MIRAMAX FICA DE FORA
Tão notável quanto o sucesso da Time Warner foi o fracasso da Miramax, o estúdio pertencente à Disney que ganhou destaque no Oscar em anos passados sob a direção dos irmãos Bob e Harvey Weinstein.
Embora a Miramax tenha uma pequena participação financeira em Senhor dos Anéis, tenha distribuído As Invasões Bárbaras, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, e recebido um Oscar de melhor atriz coadjuvante, dado a Renee Zellweger por Cold Mountain, o estúdio passou a noite de escanteio.
A Disney não se saiu muito melhor. Indicado em cinco categorias, seu filme Piratas do Caribe saiu sem nenhum. O único momento de alegria para a empresa foi o Oscar de melhor desenho animado dado a Procurando Nemo, longa que ela distribuiu para a Pixar.
Mas a relação da Disney com a Pixar, uma das mais lucrativas na história do cinema, está chegando ao fim após o final das negociações sobre a prorrogação de seu contrato. A quebra é atribuída por muitos à relação fria existente entre o executivo-chefe da Pixar, Steve Jobs, e o da Disney, Michael Eisner.
FOX, PARAMOUNT, MGM E DREAMWORKS SAEM PERDENDO
O grupo Fox Entertainment, pertencente à News Corporation, tinha 13 indicações ao Oscar, para Mestre dos Mares e Terra de Sonhos, através de suas divisões 20th Century Fox e Fox Searchlight.
Mas Mestre dos Mares recebeu apenas dois Oscar relativamente menores, de fotografia e edição de som, e Terra de Sonhos não ganhou nenhum.
A DreamWorks, que tinha uma participação em dez indicações através dos filmes Seabiscuit (com a Universal) e House of Sand and Fog, também ficou de fora, assim como a Lions Gate Entertainment, responsável pelo triplamente indicado Garota com Brinco de Pérola.
A Newmarket Films, que acaba de alegrar-se com a bilheteria de U$S 117,5 milhões de dólares arrecadada nos cinco primeiros dias em cartaz de A Paixão de Cristo, que distribuiu para o diretor Mel Gibson, viu seu filme Monster receber um Oscar, de melhor atriz (Charlize Theron).
A Sony Corporation também conseguiu um Oscar - melhor documentário longa, The Fog of War. A Universal Studios, da Vivendi Universal, também recebeu um, por Encontros e Desencontros, de Sofia Coppola.
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