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 Cena de Diários de Motocicleta, que concorre ao Oscar 2005 em duas categorias |
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Diários de Motocicleta, do diretor brasileiro Walter Salles, foi indicado pela própria Academia de Hollywood para concorrer nas categorias Roteiro Adaptado e Canção. O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira pelo ator Adrien Brody, que levou o Oscar de Melhor Ator por O Pianista, em 2002.
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OPINE: Diários levará alguma estatueta?
Brasileiro Olga fica fora da disputa
Diários disputará na categoria Roteiro Adaptado com Antes do Pôr-de-Sol, Menina de Ouro, Sideways e Em Busca da Terra do Nunca. O roteiro é do estreante Jose Rivera, adaptado dos diários escritos por Ernesto Guevara (Che) e seu amigo Rodrigo De la Serna durante uma viagem de motocicleta feita em 1952. Cidade de Deus concorreu na mesma categoria no último ano.
Pelo prêmio de Melhor Canção, o filme será representado pela música El Otro Lado del Río e irá concorrer com Shrek 2, O Expresso Polar, O Fantasma da Ópera e The Chorus.
Diários de Motocicleta é falado em espanhol, financiado por grupos estrangeiros e feito por equipe técnica de latino-americanos. Por ser considerado pela Academia uma produção de múltiplos países, não pôde concorrer ao prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. O representante brasileiro nesta categoria, Olga, não foi selecionado para disputar a estatueta.
Na disputa pelo Globo de Ouro deste ano de Melhor Filme Estrangeiro, Diários, produzido por Robert Redford, foi preterido pelo espanhol Mar Adentro, dirigido por Alejandro Amenábar e estrelado por Javier Bardem. Na disputa pela Palma de Ouro em Cannes, acabou perdendo para Fahrenheit 11/9, de Michael Moore.
O longa mostra a viagem de moto empreendida pelo então jovem estudante de medicina de 23 anos Ernesto Guevara de la Serna, interpretado pelo mexicano Gael García Bernal, com o amigo de 29 anos, o bioquímico Alberto Granado, vivido pelo argentino Rodrigo de la Serna.
Colado nos diários de viagem escritos pelos dois rapazes - De Moto pela América do Sul, de Guevara, e Con el Che por Sudamérica, de Granado -, o roteiro de José Rivera demarca o espaço para uma narrativa humanista, nada épica, calcada em pequenos acontecimentos cotidianos, vividos por duas pessoas comuns.
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