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Segunda, 26 de fevereiro de 2007, 16h55 Filmes americanos foram os grandes vencedores do Oscar |
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A 79ª cerimônia de entrega do Oscar foi a mais cosmopolita da história, com uma ampla representação de artistas de cinema de todo o mundo e uma acentuada presença hispânica, embora os prêmios mais importantes tenham ido para filmes americanos.
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Os Infiltrados, um sangrento thriller de policiais e mafiosos dirigido por Martin Scorsese, faturou quatro estatuetas no domingo, duas delas nas categorias de maior prestígio: a de Melhor Filme e a de Melhor Diretor, em uma noite do Oscar que chegou a reunir até nove nacionalidades só na categoria de atores.
Os votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas optaram por conceder as estatuetas "aos seus", enquanto criadores de cinema de todos os cantos comemoravam, sorridentes, "a alegria de poder participar desta festa", segundo comentário da atriz mexicana Adriana Barraza (Babel), que perdeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Jennifer Hudson (Dreamgirls - Em Busca de um Sonho).
Os Infiltrados atropelou o filme multicultural Babel, dirigido pelo mexicano Alejandro González Iñárritu, rodado em três continentes e falado em quatro idiomas.
"Não é uma grande surpresa que os americanos ganhem quando os americanos votam", disse Lew Harris, diretor do site especializado na indústria do entretenimento movies.com.
"Por outro lado, é muito animador que entre as indicações tenha havido tal diversidade", acrescentou.
Enquanto Babel levou apenas um dos sete Oscars a que aspirava, a obra de fantasia do mexicano Guillermo del Toro, O Labirinto do Fauno saiu da festa com três estatuetas, conquistadas nesta Hollywood que rejeitou apoiar seu filme porque não era ambientado na Alemanha nazista, nem foi rodado em inglês, mas na Espanha do pós-guerra e em espanhol, disse seu diretor.
"No fim, Babel foi o filme pequeno que não pôde subir mais", comentou Harris.
Os quatro prêmios para atores também foram para anglófonos: três deles americanos - Forest Whitaker, Alan Arkin e Jennifer Hudson - e uma britânica - Helen Mirren.
"Estes são os Oscar mais internacionais de toda a história, é muito importante", disse a apresentadora da cerimônia Ellen DeGeneres, ao inaugurar a festa com uma saudação especial para as delegações mexicana e espanhola, que juntamente com o argentino Gustavo Santaolalla somavam 18 pessoas.
Só nas quatro categorias de atores nove nacionalidades se destacaram entre os 20 indicados: mexicana, canadense, espanhola, japonesa, australiana, irlandesa, beninense, britânica e americana.
Para os Oscar técnicos, houve indicados da Argentina, a que o músico Gustavo Santaolalla, vencedor pela trilha sonora de Babel, dedicou seu segundo Oscar e o quinto de seu país, além de franceses, dinamarqueses e chineses, em categorias distintas à de Melhor Filme Estrangeiro.
Apesar das três estatuetas de Del Toro por O Labirinto do Fauno, a festa não foi completa, pois o filme, favorito na categoria de Melhor Filme Estrangeiro, perdeu o prêmio para o alemão The Lives of Others.
Mas além da concessão de prêmios para um ou outro filme, Harris reforçou que a fronteira entre os filmes de língua estrangeira e as "hollywoodianas" já não é tão palpável quanto no passado.
"Babel não é um filme americano, no entanto tem Brad Pitt como ator. Mais interessante ainda é (ter) um filme de Clint Eastwood rodado no Japão, que conta a batalha de Iwo Jima do ponto de vista japonês e que foi indicado a Melhor Filme, isto é algo surpreendente", disse Harris.