Cinema

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19 de janeiro de 2013 • 12h27 • atualizado às 12h33

Produtores de 'Django Livre' param produção de bonecos

Cena do longa de Quentin Tarantino
Foto: Divulgação
 

Os produtores de Django Livre, de Quentin Tarantino, ordenaram nesta sexta-feira (18) a interrupção da fabricação de bonecos baseados no filme de escravidão indicado a Oscar, após críticas de que eles eram ofensivos aos afroamericanos. Os bonecos de 20 cm, que têm como público pessoas acima de 17 anos, incluíam o escravo liberto Django armado, sua mulher e o cruel dono de plantação Candie.

Django Livre foi criticado por alguns afroamericanos pela sua interpretação da escravidão e da violência. Apesar da polêmica, o longa foi indicado a cinco Oscars, incluindo o de melhor filme. A Rede Nacional de Ação, do líder de direitos humanos Al Sharpton, está entre os grupos que criticaram os bonecos.

"Vender esse boneco é altamente ofensivo a nossos ancestrais e à comunidade afroamericana", afirmou K.W. Tulloss, presidente da filial de Los Angeles do órgão, ao jornal New York Daily News. "Esse filme é para adultos, mas os bonecos parecem ser para crianças", afirmou Tulloss ao jornal. "Não queremos que outros indivíduos os utilizem para entretenimento, para zombar da escravidão."

A Weinstein Co, que produziu Django Livre, afirmou em comunicado que, devido à reação aos bonecos, ordenou que a produção fosse interrompida. "Temos tremendo respeito pelo público e nunca foi nossa intenção ofender qualquer pessoa", informou a empresa. Os bonecos foram vendidos pela Associação Nacional de Colecionáveis, que não foi encontrada para comentar.

Os produtores lembraram que os bonecos foram produzidos em todos os filmes passados de Tarantino, incluindo a produção de vingança da Segunda Guerra Bastardos Inglórios, de 2009. Django Livre tem Jamie Foxx, Christoph Waltz e Leonardo DiCaprio no elenco e arrecadou cerca de US$ 130 milhões nas bilheterias americanas e canadenses desde a estreia, em 25 de dezembro.

 

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