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"Tem uma molecada aí bem mais galã do que eu", diz Márcio Garcia

29 jun 2012
07h32
atualizado às 07h52
GISELE ALQUAS

Apesar de andar sumido da TV, Márcio Garcia não para de trabalhar. Prestes a lançar o filme Open Road, onde volta a assinar a direção, o ator também se prepara para dirigir e atuar na série A Teia, que será exibida pela Rede Globo em 2013. Desde que estreou nas novelas, em Tropicaliente, em 1994, Márcio é taxado de galã e símbolo sexual, adjetivos que ele já "passou pra frente". "Agora sou um pai de família (risos). Tem uma molecada aí bem mais galã e símbolo sexual do que eu", brinca.

Mas o ator reconhece seus atributos físicos. Aos 42 anos e dono de um corpo sarado, Márcio Garcia "culpa" a boa forma à mulher, a nutricionista Andréa Santa Rosa. "Ela me usa como garoto propaganda. Por isso o consultório dela está lotado", se diverte.

Além de atuar e dirigir, o carioca também é apresentador e dublador. Márcio está ansioso pela estreia de A Era do Gelo, nesta sexta-feira (29), no Brasil. É porque o ator dubla, desde o primeiro filme da saga, o corajoso tigre Diego, que se junta aos fieis amigos Sid, o bicho preguiça, na voz de Tadeu Mello, e o mamute Manny, dublado por Diogo Vilela.

"Tenho um senso de humor parecido com o do Diego. Depois de quatro vezes dublando, a gente começa a entender o personagem", afirma. Em entrevista ao Terra, o ator fala da experiência como dublador em A Era do Gelo, projetos e família.

Terra - Em a A Era do Gelo, você volta a dublar o Diego pela quarta vez. Como se sente em relação ao personagem?
Márcio Garcia - Tenho um senso de humor parecido com o dele, mas não muitas semelhanças com um tigre. Posso dizer que depois de quatro vezes dublando o Diego, a gente começa a entender o personagem. E o elenco teve uma sinergia legal. Viramos um bando no estúdio e as vozes são engraçadas porque todas são diferentes. Foi bacana ver o resultado.

Terra - Como um ator se prepara para fazer uma dublagem?
Márcio - O primeiro A Era do Gelo foi mais difícil, porque tivemos que conhecer o personagem, encontrar o tom, impostar a voz, a velocidade da fala. Hoje para mim é mais fácil. E tenho que cuidar muito da voz. Teve um dia que fui fazer a dublagem e precisava gritar, mas nem gravei porque minha voz não estava boa.

Terra - Além de A Era do Gelo, você também dublou personagens de Dragon Blade e A Terra Encantada de Gaya. Você pegou gosto pelas dublagens?
Márcio - Eu gosto e acho muito bacana. Sempre que recebo convite eu analiso. Dublar é um exercício para o ator. Fazer entretenimento é muito legal.

Terra - Como é o processo de dublagens? Existe muita diferença em relação à atuação do dublador e do ator frente a uma câmera?
Márcio - Gravamos assistindo cena por cena e mais de uma vez. É complicado, pois precisamos ter a respiração correta e, às vezes, até tento fazer a posição em que o personagem se encontra naquela cena. É trabalhoso. Na atuação, você usa seu corpo para te ajudar. Na dublagem a voz tem que sair perfeita, mas uso o corpo também, por exemplo, se tiver cena de correria, tento correr dento do estúdio para obter uma respiração mais ofegante. Eu incorporo o personagem e tento brincar com isso. É bem legal, diferente.

Terra - Por que a Era do Gelo faz tanto sucesso?
Márcio - É um modelo que atende as crianças e que não tem piada capciosa. É um desenho feito para a família. O filme passa uma mensagem muito bacana. Meu filho de três anos, que não é de assistir um filme inteiro, conseguiu ver os três. Temos os DVDs e agora ele quer ver o quatro no cinema.

Terra - Depois de estrear na direção no filme Amor por Acaso, em 2010, logo você iniciou as gravações de Open Road, também como diretor. Como foram as gravações deste longa?
Márcio - Foram ótimas. Agora estamos finalizando o filme, no processo de sonorização.

Terra - Quando estreia no Brasil?
Márcio - Provavelmente no segundo semestre.

Terra - A expectativa para o lançamento do Open Road é a mesma de seu primeiro filme, Amor por Acaso?
Márcio - Tivemos pouca divulgação no Amor por Acaso. Começamos a falar do filme 14 dias antes da estreia. As pessoas me perguntavam quando seria lançado, sendo que já estava nos cinemas. Já o Open Road terá uma divulgação bem mais ampla.

Terra - E como foi trabalhar com os atores Andy Garcia, Juliette Lewis e Camila Belle (que estão no elenco de Open Road)?
Márcio - Foi ótimo e muito tranquilo. São excelentes atores, querem saber de tudo o que acontece. O mais difícil foi convencê-los a toparem fazer o filme. Tivemos várias videoconferências para explicar o projeto, os personagens. Quando eles aceitaram, aconteceu tudo muito rápido.

Terra - Depois de passar pelas mais diversas áreas do entretenimento, como direção, atuação, dublagem, roteiro, apresentação de programas, por qual delas tem maior predileção?
Márcio - Tem que focar naquilo que você está disposto a fazer. Já que eu faço e gosto de tudo isso, penso em qual meu próximo projeto e é nele que vou me dedicar.

Terra - Quando deixou a Record, você voltou a fazer novelas na Rede Globo e, segundo foi divulgado em alguns veículos de comunicação, você teve a promessa de um programa. Tem alguma atração prevista?
Márcio - Ainda não tenho nenhum projeto de apresentar programa, nem eu e nem a Globo. Quando deixei a Record, disseram que eu voltei para a Globo porque me prometeram um programa. Não houve nada disso. Deixei a Record numa boa e voltei para a Globo alinhado. Mas isso é bacana quando falam muito, porque as pessoas querem te ver no ar. Mas, se estou fora do ar, é porque estou trabalhando em um outro projeto e focado nisso.

Terra - Quais seus planos para a TV?
Márcio - Vou dirigir e atuar na série A Teia, que está em pré-produção. Demos uma parada agora, mas vamos retomar e gravar em breve.

Terra - Está satisfeito na Rede Globo?
Márcio - Supersatisfeito. Às vezes ouço as pessoas dizerem o contrário só porque eu não apareço tanto, mas é questão de foco. Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. Já estou no projeto da série A Teia há mais de um ano. Só que isso ninguém vê, e é um trabalho difícil. Fui eu quem apresentei o Bráulio Mantovani (autor da série), que hoje é meu amigo, para a Globo, ele assinou o contrato e está tudo dando certo.

Terra - Como concilia o trabalho com a família?
Márcio - Consigo conciliar numa boa. Tento fazer tudo que posso junto deles. Temos uma rotina familiar muito boa.

Terra - Pensa em ter mais filhos?
Márcio - Não. Três filhos e três cachorros estão ótimos (risos).

Terra - Desde que estreou nas novelas (Tropicaliente, de 1994), você é considerado símbolo sexual. E até hoje você está entre os mais sexy dos brasileiros. Você se considera galã?
Márcio - Nenhum pouco, agora sou um pai de família (risos). Tem uma molecada aí bem mais galã e símbolo sexual do que eu. Mas se me consideram tudo isso, é graças à Dra. Andrea (mulher do ator e nutricionista). Também faço exercícios.

Terra - Sua mulher é ciumenta?
Márcio - Que nada! Ela me usa como seu garoto propaganda. Fala (para seus pacientes) do maridão, 42 anos, inteiro ainda, por isso o consultório dela está lotado (risos).

Terra - Você é adepto das redes sociais para interagir com seus fãs?
Márcio - Sim. Até gostaria de deixar meu Twitter, @marciogarciamgp. Todo dia eu passo pelo Twitter para falar com as pessoas, posto fotos. É um contato bacana que tenho com a galera.

Terra - O que você mais gosta de assistir na TV?
Márcio - Estou vendo muito pouco TV. Tenho muita coisa para ler que me impede de ver televisão.

Em 'A Era do Gelo 4', que estreia nesta sexta-feira (29), o ator dubla o tigre Diego
Em 'A Era do Gelo 4', que estreia nesta sexta-feira (29), o ator dubla o tigre Diego
Foto: Divulgação
Fonte: Terra

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