Cinema

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04 de maio de 2012 • 11h07 • atualizado às 11h59

Veterana Blythe Danner critica Hollywood e elogia Zac Efron

Osmar Portilho
Direto de Los Angeles

Nome mais experiente no elenco de Um Homem de Sorte, que estreia no Brasil nesta sexta-feira (4), Blythe Danner vive a amistosa Ellie, que cumpre seu papel no roteiro e tem função vital na construção do romance entre o "casal problema" Beth e Logan, vividos por Taylor Schilling e Zac Efron, respectivamente. E foi exatamente sobre a dupla que a maior parte dos elogios da atriz caíram durante entrevista concedida ao Terra de Los Angeles, Califórnia. "Ambos são trabalhadores esforçados. Taylor eu conheço desde que começou como uma jovem atriz e tenho grande admiração por ela. E realmente admiro o Zac por sair da imagem de ídolo teen para a de um jovem soldado disciplinado, com um grande coração, sendo uma pessoa honesta", elogiou a atriz de 69 anos.

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Associado sempre à franquia adolescente High School Musical, Efron se distancia da imagem teen e busca reconhecimento maior neste drama. "Acho que os dois se respeitaram bastante e isso cresceu quando trabalharam juntos", prosseguiu Blythe, afirmando não ter enfrentado muitos desafios para colocar Ellie nas telas. "Acho que o papel foi tão bem escrito e isso está nos papéis. Meu trabalho foi só trazer isso à vida. É um presente quando você tem um personagem bem construído e não tem que fazer muita coisa. Eu li o livro e tentei projetar essa personagem mais do que pude. Isso não estava no script. Eu a adorei porque é um papel importante, mas não precisa estar lá o tempo todo procurando conselhos ou dando opiniões. Foi um papel muito bem construído".

Em Um Homem de Sorte, o soldado Logan, ainda em combate, encontra uma foto de uma bela garota. O ato de pegar o retrato o salva de uma explosão e logo faz criar nele diversos sentimentos envolvendo destino, sorte e a missão de encontrar sua "salvadora". Para Blythe, a premissa do romance a atingiu, principalmente em comparação aos filmes do cinema atual. "Eu fiquei feliz de ver que não era mais um filme de Hollywood cheio de palavrões e violência. Não sou uma puritana, gosto de coisas divertidas. Mas não gosto muito das coisas que vejo. É um novo fôlego ter uma obra sobre o coração que é empolgante", explicou.

Divertindo-se, a experiente atriz elogiou a trama proposta pelo livro do badalado autor Nicholas Sparks ¿ mais a direção de Scott Hicks -, mas afirmou que os questionamentos não a atingiram. "Ainda sou uma pessoa cínica, que não acredita em destino. Mas acredito em sorte. Acho que somos muito sortudos de fazermos parte de tudo isso."

Télam