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Cobrança do ISS não afetar valor da assinatura, diz Netflix

Em dezembro, o governo Temer aprovou a cobrança do ISS sobre novos serviços que incluem canais de streaming.

17 mar 2017
19h07
atualizado às 19h10
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Em dezembro do ano passado, o governo Michel Temer sancionou parcialmente um projeto de lei que aumenta a lista de serviços tributados pelo ISS (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). O alvo da nova lei são os serviços de streaming. Agora, o presidente da Netflix afirma que o aumento não vai recair sobre os consumidores brasileiros.

De acordo com a Folha de S. Paulo, Reed Hastings confirmou a não-cobrança no evento destinado à imprensa que aconteceu na sede da Netflix na Califórnia nesta semana. Cocriador da empresa, Hastings afirmou que a gigante do streaming irá pagar o ISS, mas não vai repassar o valor aos assinantes, mantendo o preço da assinatura atual. Ele ainda ironizou o (absurdo) sistema tributário do Brasil, questionando após ter ouvido a pergunta:

"Qual das taxas? Existem muitas taxas no Brasil."

Hastings completou:

"Estamos no Brasil há cinco anos, e pagamos os tributos. Faremos o mesmo. Não haverá aumento na mensalidade."

Vale lembrar que o governo Temer estuda ainda um outro imposto sobre serviços de streaming, e pode lucrar até mesmo R$ 300 milhões apenas com a Netflix até 2022. É uma boa notícia que a taxação do ISS não vai afetar diretamente o consumidor, mas outros serviços que serão afetados pela nova cobrança incluem Spotify, HBO Go e o Amazon Prime Video.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

No mesmo evento, a Netflix anunciou também que vai mudar o sistema de notas em sua plataforma. Leia aqui.

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