33ª Mostra Internacional de SP

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33ª Mostra Internacional de SP

Terça, 27 de outubro de 2009, 10h26 Atualizada às 10h49

'London River' discute diferenças religiosas

Danilo Saraiva
De São Paulo

Depois de estrear na 59ª edição do Festival de Berlim, o filme London River, produção franco-inglesa de Rachid Bouchareb, fez seu début na Mostra - o filme continuará em cartaz até o fim do evento em São Paulo.

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O longa traz a excelente atriz Brenda Blethyn (Segredos e Mentiras) no papel da Sra. Sommers, mãe que resolve sair da vila onde vive para procurar a filha em Londres no dia 7 de julho de 2005, quando a cidade foi assolada por ataques terroristas.

Sem conseguir localizá-la por telefone, Sommers sai por aí distribuindo panfletos e sofrendo a rispidez de quem pouco liga para ela. Isso até ela esbarrar em Ousmane (Sotigui Kouyate), um imigrante muçulmano que também procura o filho desaparecido.

Apesar do preconceito inicial entre os dois - ela é cristã e fala uma língua diferente -, a aproximação vai acontecendo aos poucos.

Mas, enquanto o diretor busca incitar uma discussão nos espectadores, fica difícil justificar o porquê de London River ter sido aclamado em sua passagem em Berlim. A fita é sem foco e arrastada, além de repetir clichês do gênero numa didática social que pode ser vista até mesmo em filmes da Disney. É preciso reconhecer, no entanto, que a questão das diferenças é importante num tempo em que as desavenças religiosas resultam em ataques terroristas e guerras pelo mundo. Analisado como cinema contemporâneo, no entanto, carece de mais ousadia.

Em Berlim, os críticos consideraram London River como a primeira aposta para vencer o festival. Ficaram de mãos abanando, no fim.

Redação Terra

Divulgação
'London River' discute diferenças religiosas
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